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Senado aprova projeto que cria 18 vagas de deputados; relator proíbe aumento de gastos

Texto retorna para análise da Câmara, que precisa votar a proposta até 30 de junho

Brasília|Rute Moraes e Lis Cappi, do R7, em Brasília

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O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou uma emenda que proíbe aumento de despesas em decorrência do aumento no número de deputados federais Waldemir Barreto/Agência Senado - 27/05/2025

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto de lei que cria 18 vagas de deputados federais a partir das eleições de 2026, valendo para a legislatura que começa em 2027. A proposta aumenta de 513 para 531 a quantidade de deputados. O placar no Senado foi apertado, de 41 votos a favor e 33 contra.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 6 de maio, prevendo um impacto anual de aproximadamente R$ 64,6 milhões. Contudo, o relator do Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), acatou uma emenda que veda o aumento de despesas. Como houve alteração, o texto precisa ser votado pela Câmara outra vez.

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De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a emenda proíbe qualquer aumento de despesas decorrente da ampliação do número de deputados, seja por meio de remanejamento, transposição, transferência ou suplementação orçamentária. A ideia é que a Câmara corte gastos para evitar aumento de despesas.

Apesar disso, como Casa iniciadora da matéria, a Câmara pode modificar o parecer do Senado e excluir a emenda. A Câmara tem até 30 de junho para deliberar sobre o assunto, tendo em vista o prazo estabelecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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Inicialmente, a proposta realocava a distribuição de 14 cadeiras de deputados federais. No entanto, o relator na Câmara, deputado Damião Feliciano (União-PB), modificou o parecer, criando 18 novas vagas conforme a nova proporção do Censo de 2022.

Assim, os estados que, conforme o Censo, diminuíram em tamanho populacional, não devem perder o atual número de representantes.

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Congresso analisa ampliar número de deputados federais
Congresso analisa ampliar número de deputados federais Luce Costa/Arte R7

Desde a tramitação na Câmara, o projeto enfrentou críticas por causa do possível aumento de gastos. Deputados favoráveis à matéria, no entanto, alegavam que os valores seriam apenas realocados. Apesar disso, a versão aprovada pela Câmara não especificava de onde sairiam os recursos para custear o aumento no número de parlamentares.

Entenda

Pelo rearranjo populacional indicado no Censo 2022, foi identificada a necessidade de aumento do número de cadeiras em sete estados, o que provocaria uma mudança em 14 posições parlamentares.

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Avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) projetou, inicialmente, um aumento de parlamentares no Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Ceará (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1) e Goiás (1).

Segundo o instituto, caso a Câmara optasse por não ampliar o número de deputados, a saída seria reduzir as cadeiras de outras unidades da Federação. Nesse caso, sete estados perderiam vagas: Rio de Janeiro (4), Piauí (2), Paraíba (2), Bahia (2), Rio Grande do Sul (2), Pernambuco (1) e Alagoas (1). Mas isso foi descartado pelo relator.

O caso chegou ao STF por um pedido apresentado pelo Pará, um dos maiores beneficiados em uma eventual mudança. Os desdobramentos da ação fizeram com que a Corte estipulasse um prazo de resolução por parte do Congresso até 30 de junho.

Se não houver uma decisão do parlamento dentro desse prazo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai decidir como será feita a redistribuição das vagas.

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