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Senado deve votar MP do Frete após acordo com oposição e pressão de caminhoneiros

Texto perde a validade na quinta (16), mas acordo entre governo e oposição abriu caminho para análise

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senado deve votar MP que altera regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas nesta terça-feira (14).
  • Governo e oposição chegaram a um acordo para destravar a análise da medida, que perde a validade na quinta-feira (16).
  • Caminhoneiros realizaram paralisações para pressionar o Congresso pela aprovação da MP, com destaque para o ato no Porto de Santos.
  • O acordo prevê veto ao dispositivo de anistia a multas e ajustes no dispositivo do piso mínimo do frete, evitando retorno à Câmara dos Deputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caminhoneiros
Caminhoneiros fizeram greves pelo país para pressionar o Senado a votar a MP do Frete Jonas Pereira/Agência Senado - Arquivo

Após paralisações dos caminhoneiros em várias regiões do país, o Senado Federal deve votar nesta terça-feira (14) a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.

Na segunda (13), o governo fechou um acordo com a oposição para destravar a análise do texto, que perde a validade na quinta (16).


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Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), parte das mudanças reivindicadas será feita por meio de emendas de redação, enquanto outros dispositivos serão vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a aprovação da medida.

Entre os pontos acertados está o veto ao dispositivo incluído pela Câmara dos Deputados, que concede anistia a caminhoneiros multados por participarem de manifestações realizadas em 2022.


De acordo com Randolfe, retirar o trecho diretamente no Senado faria a proposta retornar à Câmara, o que inviabilizaria sua aprovação antes do prazo de caducidade.

O acordo também prevê ajustes na redação do dispositivo que trata do piso mínimo do frete. A intenção é manter a política de pisos, mas retirar da lei a definição do valor, adequando o texto à jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal).


“Nós chegamos a um bom acordo para a votação. Vou comunicar ao presidente Davi Alcolumbre e a nossa expectativa é colocar a medida provisória em apreciação”, afirmou Randolfe após reunião com a oposição na segunda.

Se aprovada pelo Senado sem alterações, a medida seguirá para sanção presidencial. Caso não seja votada até quinta (16), perderá a validade.


Paralisações

A votação ocorre depois de caminhoneiros realizarem paralisações em diferentes regiões do país para pressionar o Congresso pela aprovação da matéria.

Um dos principais atos ocorreu no Porto de Santos (SP), onde motoristas bloquearam parcialmente o acesso ao terminal durante a manhã de segunda (13). Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o bloqueio durou menos de uma hora e as operações seguiram normalmente.

O movimento foi convocado por entidades representativas da categoria, que defendem a aprovação da MP por entenderem que a proposta fortalece a política de pisos mínimos do frete e amplia a proteção aos caminhoneiros autônomos.

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