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Aceleramos: novo Audi TT mantém 'pegada de kart' e revoluciona com cabine e design futuristas

Terceira geração do esportivo ícone da marca usa e abusa de tecnologias ultra modernas

Carros|Diogo de Oliveira, do R7, no Rio de Janeiro (RJ)*

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Ícone da Audi, TT chega à terceira geração após 18 anos
Ícone da Audi, TT chega à terceira geração após 18 anos
Carroceria do novo TT ficou 50 kg mais leve e bem mais rígida
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Faróis e lanternas em Full LED impressionam pelo modernismo
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Painel é inteiro reproduzido em uma tela de cristal líquido
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Controles do ar-condicionado ficam dentro das saídas de ar
Controles do ar-condicionado ficam dentro das saídas de ar
Cabine parece despojada, mas traz imersão tecnológica aguda
Cabine parece despojada, mas traz imersão tecnológica aguda
Novo motor 2.0 turbo gera 230 cv, 19 cv a mais que o anterior
Novo motor 2.0 turbo gera 230 cv, 19 cv a mais que o anterior

Toda nova geração de um carro busca revolucionar a anterior. Isso é premissa básica, especialmente em uma indústria competitiva como a automobilística. Mas esta nova geração do Audi TT vai um pouco além do padrão. Tudo no esportivo parece convergir para algo mais futurista, à frente do que vemos nas ruas. A começar pelo design, poucos modelos de luxo exibem atualmente formas tão modernas e envolventes quanto o novo TT.

Os faróis e lanternas em full LED, com traços geométricos e brilhantes mesmo à luz do dia, dão uma aparência única e de forte personalidade. Válido dizer que a iluminação completa em LEDs só aparece na versão topo de linha Ambition, de R$ 229,9 mil. Mas mesmo no modelo de base (Attraction, R$ 209,9 mil), o design do novo TT é arrebatador. A inspiração veio do superesportivo R8 — o cupê inclusive parece um "mini R8".


Reinvenção do ícone

Dentro da linha Audi, o TT tem valor singular. Lançado em 1998 na Europa, o esportivo nasceu como referência de design pelas mãos de Peter Schreyer, mesmo criador dos Volkswagen New Beetle e Golf IV — e atual designer-chefe da Hyundai-Kia. Na época, seu visual rompeu padrões e foi considerado um dos mais influentes em décadas. Posto isso, fica evidente a complexidade do projeto desta 3ª geração. Era preciso reinventar o ícone.


Por isso mesmo, a Audi lançou mão de todas as tecnologias disponíveis em sua prateleira. E o resultado é uma cabine surpreendentemente moderna, e mais uma vez à frente de seu tempo. Modesto à primeira vista, o painel dispensa amplo revestimento em couro e uso de materiais nobres, mas oferece uma imersão tecnológica aguda, com o quadro de instrumentos inteiro reproduzido em uma tela de LCD capaz de exibir mapas em 3D.

No meio, difusores de ar lembram turbinas de avião, mas a surpresa não é o design: são os controles "flutuantes" do ar-condicionado com pequenos visores que mostram os ajustes de intensidade, modo de ventilação e temperatura. O leiaute é tão moderno que faz o sistema, de refrigeração simples, parecer mais avançado que um ar-condicionado mais sofisticado, de duas ou três zonas.


Direção à flor da pele

Para renovar o TT por inteiro, a fábrica das argolas também reformou a carroceria e a mecânica. A plataforma manteve o padrão da marca (Audi Space Frame), já presente no TT anterior, mas perdeu cerca de 50 kg e ficou bem mais rígida — resultado da aplicação de várias partes feitas em alumínio (3 tipos) e aços de alta e ultra resistências. O peso da versão Attraction reflete toda a tecnologia de construção: apenas 1.230 kg.


Já o motor 2.0 TFSI é o estado da arte em sua plenitude. São 230 cv de potência — 19 cv a mais que o 2.0 antigo — e 37,7 kgfm de torque despejados nas rodas dianteiras desde os 1.600 até os 4.300 giros. O gerenciamento é feito pelo conhecido (e eficiente) câmbio S-tronic de dupla embreagem e seis marchas. Paddle-shifts no volante permitem trocas manuais, mas a rapidez e precisão com que a caixa alterna as marchas dispensa intervenções humanas.

Some-se a tudo isso a direção elétrica progressiva, a suspensão independente nos dois eixos e os muitos recursos eletrônicos, e tem-se um esportivo extremamente ágil, equilibrado e intenso. Ao volante, o novo TT mantém o estilo de pilotagem que lembra um kart, e acrescenta emoção e futurismo em doses elevadas. O 0 a 100 km/h, realizado em apenas 5,9 segundos, deixa explícito seu poder de fogo, mesmo na configuração mais mansa.

Com preços competitivos, o cupê é carro de nicho e de imagem, mas promete incomodar concorrentes BMW Z4 e Mercedes-Benz SLK, especialmente por exalar tecnologia, atributo cada vez mais valorizado, e por caprichar também desempenho feroz. Na outra ponta da lança está a tradição, e o status que o modelo carrega. Com o bom momento da Audi no Brasil (é a líder de vendas entre as marcas de luxo em 2015, todas numa crescente), digamos que o novo TT chegou em ótima hora.

FICHA TÉCNICA

Audi TT Ambition 2.0 TFSI S-tronic

Motor: 2.0 turbo, injeções direta e indireta, duplo comando variável, gasolina

Potência: 230 cv a 4.500 rpm

Torque: 37,7 kgfm entre 1.600 e 4.300 rpm

Câmbio: Automatizado sequencial, dupla embreagem, seis marchas

Direção: Assistência elétrica progressiva

Suspensão: Independente McPherson na dianteira, e braços múltiplos na traseira

Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás; tração dianteira

Pneus e rodas: 145/35 R19

Dimensões: 4,17 m (comprimento), 1,35 m (altura), 1,83 (largura), 2,50 (entre-eixos)

Peso: 1.335 kg (ordem de marcha)

Tanque de combustível: 50 litros

Porta-malas: 305 litros

Aceleração 0-100 km/h: 5,9 segundos

Velocidade máxima: 250 km/h

Preço: R$ 229.990

*O jornalista viajou a convite da Audi do Brasil

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