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Metalúrgicos do segundo turno da General Motors também aderem à greve

Paralisação iniciou na manhã da última sexta-feira (20); há 100% de paralisação

Carros|De Marcos Rosendo

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Com a paralisação, cerca de 300 veículos deixam de ser feitos
Com a paralisação, cerca de 300 veículos deixam de ser feitos

Os trabalhadores do segundo turno da General Motors de São José dos Campos também aderiram à greve iniciada na manhã da última sexta-feira, dia 20.

Eles realizaram assembleia à tarde e, assim como aconteceu com o pessoal do primeiro turno, permanecerão de braços cruzados dentro da fábrica.


A permanência na montadora está acontecendo em forma de rodízio, de acordo com o turno de trabalho. Cem por cento da produção está parada e não há data prevista para o fim da greve.

Os trabalhadores decidiram parar em protesto contra a ameaça de demissão coletiva na planta. Os trabalhadores exigem estabilidade no emprego para toda a fábrica. A General Motors de São José dos Campos possui cerca de 5,2 mil trabalhadores.


Em reunião realizada ontem com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, a GM propôs a abertura de um novo lay-off na fábrica, por dois meses.

Após esse período, haveria demissão. Durante a reunião, a montadora havia dito que colocaria até 794 trabalhadores em regime de lay-off. Na última sexta-feira (20), a empresa alterou o número para 798.


"A categoria está demonstrando um grande poder de mobilização. Hoje nenhum carro foi produzido e assim continuará até que a GM reabra as negociações", disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Uma nova assembleia acontecerá na próxima segunda-feira, dia 23, a partir das 5h30. 

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