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Justiça manda reitoria não cortar salários de grevistas

Uma audiência teve o objetivo de promover o fim da paralisação, que já dura quase três meses

Educação|Do R7

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Terminou sem acordo a audiência de instrução e conciliação entre a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) e o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) realizada na tarde da última quarta-feira (20). Na ocasião, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, presidente da sessão, pediu que a universidade se abstenha de realizar a supressão de salários por conta da greve e exigiu que funcionários não façam piquetes. Uma nova reunião está agendada para o próximo dia 27, às 13h. 

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Segundo o Sintusp, a desembargadora Rilma também indeferiu o pedido da liminar da USP para que a Justiça considere a greve ilegal. Além disso, foi orientado que ambas as partes respeitem o cumprimento da lei que garante o direito à greve.


A audiência teve o objetivo de promover uma composição entre as partes para o fim da paralisação na universidade, que já dura quase três meses.

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Segundo o TRT, durante a reunião de quase três horas, a USP ofereceu 0% de reajuste salarial — os funcionários pedem 9,78% de reajuste. A universidade explicou que está com 105% de sua receita comprometida em razão de promoções e despesas realizadas nos últimos anos. O Sintusp pediu a abertura das negociações.

Em uma nota divulgada na noite de ontem, o sindicato diz ainda que a desembargadora Rilma “declarou que 0% não é proposta para negociação na data-base e, finalmente, fez a proposta de que a universidade apresente um reajuste” na nova reunião de negociação.


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Este mês, parte dos funcionários da USP que estão paralisados desde o dia 27 de maio teve o ponto cortado. A medida levou estudantes e funcionários a promoverem manifestações. A última delas, realizada na manhã de ontem, terminou em confronto com a PM (Polícia Militar).

Crise financeira 

Os servidores das três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp, Unicamp) estão em greve desde maio. No período, uma crise financeira nas instituições foi anunciada e levou as universidades a congelarem reajustes salariais neste ano.

No primeiro semestre, o comprometimento do orçamento da USP com o pagamento dos seus mais 20.000 funcionários (entre docentes e técnico-administrativos) foi de 105,5% — total de R$ 2,27 bilhões, sendo que os recursos repassados pelo Estado à instituição no mesmo período atingiram apenas R$ 2,15 bilhões.

No último dia 15, o reitor Zago se reuniu com cerca de 80 diretores de unidades de ensino e pesquisa da universidade para anunciar medidas prevendo um reequilíbrio orçamentário. Na ocasião, foi oficializada a proposta de um programa de demissão voluntária de 3.000 funcionários e de direcionamento do HU (Hospital Universitário) para o governo estadual.

Os grevistas na USP exigem reajuste salarial de 9,78% e são contrários às medidas de reequilíbrio orçamentário propostas pela reitoria. 

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