Duelos judiciais entre campanhas de Flávio e Lula se intensificam no segundo turno
Candidatos à Presidência protocolaram no TSE mais de uma ação por hora desde domingo (11)
2026|João Pedro Barreto, do R7
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A disputa à Presidência da República movimenta as ruas, as redes, mas também os tribunais. Neste segundo turno, as decisões da Justiça Eleitoral sobre propaganda, impulsionamento de conteúdos e ataques nas redes têm tomado as manchetes, e as campanhas intensificam suas atuações junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Entre domingo (11) e segunda-feira (12), as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram mais de uma ação por hora no TSE. Segundo dados da Corte, são ao menos 38 ações ajuizadas em um espaço de tempo de cerca de 25 horas, entre a madrugada de domingo e a madrugada desta segunda.
Desse total, 24 partem de Flávio Bolsonaro, e 14, da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a chapa à Presidência de Lula. Só entre a meia-noite e 1h30 da manhã desta segunda, a campanha de Flávio protocolou 11 ações na Justiça.
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Lula chegou a declarar neste domingo, quando chegava para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que está “desconfiado do comportamento da Corte Eleitoral”. Ele comentava a decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Horas depois, o canal voltou ao ar por decisão de outro ministro do TSE.
“Já há alguns dias estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, disse. “Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, completou.
Ações de Flávio Bolsonaro
As ações movidas por Flávio Bolsonaro têm como alvos o presidente Lula e apoiadores, como deputados federais, ex-ministros, governadores e até uma deputada estadual catarinense. O senador faz reclamações sobre campanha eleitoral nas redes sociais, impulsionamento de conteúdos e propagandas na televisão, além de pedir direitos de resposta.
Entre os representados, estão o deputado André Janones (Rede-MG), os petistas Fernando Haddad, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffman, Camilo Santana e Jerônimo Rodrigues, e a influenciadora e deputada de Santa Catarina Carolline Sardá (PSOL).
Nos últimos dias, o senador tem conseguido vitórias no TSE com a derrubada de propagandas do horário eleitoral e de posts nas redes sociais. Neste domingo, uma decisão de Kassio Nunes Marques sobre o canal “Exército do Lula” no WhatsApp gerou um imbróglio entre o magistrado e o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, com decisões contrárias sobre a suspensão ou não do grupo que reúne mais de 3,7 milhões de seguidores.
Ações de Lula
Já a coligação do presidente Lula foca quase todas as ações no seu oponente Flávio Bolsonaro e no Partido Liberal. Das 14 ações, 11 têm como alvo o senador e seu partido. As demais acionam na Justiça o coach Pablo Marçal, que entrou recentemente na campanha de Flávio Bolsonaro; a coordenadora da agenda econômica de Flávio, Daniella Marques; o senador Rogério Marinho (PL-RN); e a candidata do PL ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo.
Nove delas foram protocoladas após a confusão envolvendo o canal de apoiadores no WhatsApp. Na mesma coletiva em que disse estar desconfiado da atuação da Justiça Eleitoral, Lula havia anunciado que sua campanha entraria com um pedido junto ao TSE para “equilibrar esse jogo”.
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