Tarifaço: brasileiros concordam mais com versão de Lula do que de Flávio, aponta pesquisa
No início deste mês, Estados Unidos anunciaram imposição de novas tarifas sobre parte dos produtos brasileiros importados pelo país norte-americano
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 55% dos entrevistados acredita que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil vai prejudicar a vida. Para 37% a nova rodada de tarifas adicionais não deve ter esse efeito.
No início de junho, os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, alegando práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses do país norte-americano.
Questionados sobre com quais dos pré-candidatos à eleição presidencial concordam mais em relação a esse tema, 47% dos entrevistados responderam que concordam mais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de ter pedido o novo tarifaço ao Brasil.
Outros 35% dizem concordar mais com Flávio, que diz que pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, para não impor novas tarifas ao Brasil.
Para 47% dos entrevistados, o presidente Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil, acima da porcentagem atribuída a Flávio Bolsonaro (37%).
A pesquisa também questionou se o tarifaço aumenta a vontade de votar em algum dos candidatos. Para 39% a imposição das tarifas aumenta a vontade de votar em Lula, contra 30% que dizem que a medida aumenta a vontade de votar em Flávio Bolsonaro.
PCC e CV
O levantamento também ouviu os entrevistados sobre a recente decisão do governo americano de classificar as organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas.
Para 45% dos entrevistados o governo dos EUA deve classificar essas organizações criminosas como terroristas. Para 60%, é o governo brasileiro que deveria classificá-las como terroristas.
Entre os participantes, 47% avaliam que Flávio Bolsonaro teve influência nessa classificação, enquanto 37% acredita que o senador não teve influência.
Para 53%, essa classificação do governo americano vai prejudicar bancos e empresas brasileiras. Outros 34% avaliam que não haverá prejuízos.
A margem de erro da sondagem é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa ocorreu entre sexta (5) e segunda-feira (8), com 2.004 entrevistas presenciais. O levantamento está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-07661/2026.
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