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Voto personificado é problemático para democracia, avalia cientista político

Segundo Bruno Soller, o brasileiro deixa de votar em projetos partidários para eleger grandes personalidades

2026|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cientista político Bruno Soller critica o voto personificado no Brasil, que privilegia grandes personalidades em vez de projetos partidários.
  • Soller sugere um modelo de "grande parlamentarismo", semelhante ao de Portugal, para evitar traumas políticos como os processos de impeachment.
  • No Brasil, a transição para um modelo baseado em forças partidárias seria complexa devido à tendência de personalização das figuras políticas.
  • Exemplos como a eleição do deputado federal Lucas Pavanato ilustram como os eleitores votam em indivíduos, não em partidos, dificultando a identificação programática.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com um modelo que pouco privilegia os partidos em si, o voto no Brasil é personificado e um problema do ponto de vista democrático, argumenta o cientista político Bruno Soller, analista do Real Time Big Data. Em entrevista ao Link News desta terça-feira (13), o especialista defende um modelo de “grande parlamentarismo”, aos moldes de Portugal, em que o presidente atua como chefe de Estado e o primeiro-ministro como chefe de governo.

Nessa configuração, Soller aponta que um processo de dissolução do poder seria, inclusive, menos problemático. “O Parlamento não está dando certo, o governo dissolve-se. Sem tanto trauma. O presidencialismo tem que passar por um processo de impeachment, e a gente já passou por dois, e, apesar de ter passado bem, ele é sempre traumático”, pontua.

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Mas, em um Brasil que tende a personalizar suas figuras políticas, a transição para um modelo ancorado em forças partidárias — e não individuais — seria complexa. Soller aponta que o brasileiro vota não em um partido ou em um projeto de governo, mas em grandes personalidades. Ele cita como exemplo a eleição do deputado federal Lucas Pavanato, um dos grandes puxadores de voto para o PL (Partido Liberal).

“A pessoa não está escolhendo o PL, ela está escolhendo o Pavanato. Se o Pavanato estiver amanhã no Novo, no Avante, no Democracia Cristã, onde for, as pessoas estão votando pelo Pavanato”. A falta de identificação programática, segundo Soller, cria uma dificuldade no manejo das siglas. Hoje, os políticos estão dentro dos partidos apenas porque precisam deles para se eleger, conclui ele.

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