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Chefe de grande banco é acusada de abusar de funcionário: ‘Quer ser promovido ou não?’

Colaborador afirma que teve a carreira ameaçada ao recusar as investidas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma alta executiva do JPMorgan foi acusada de drogar, cometer agressão sexual e discriminação racial contra um funcionário.
  • Os atos teriam acontecido durante vários meses, segundo informações do jornal 'The Sun'.
  • Identificado como John Doe, o acusador afirma que, em um dos supostos encontros sexuais indesejados, chegou a chorar.
  • o JPMorgan negou as acusações e afirmou que, após investigação interna, não encontrou evidências que sustentassem as alegações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lorna Hajdini segue trabalhando na instituição financeira Reprodução/Linkedin Lorna Hajdini

Uma alta executiva do JPMorgan, banco com sede nos Estados Unidos, foi acusada de drogar, cometer agressão sexual e discriminação racial contra um funcionário.

Lorna Hajdini, de 37 anos, teria coagido o profissional, casado, a praticar “atos sexuais não consensuais e humilhantes” durante vários meses, de acordo com um processo judicial ao qual o The Sun teve acesso.


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Identificado como John Doe, o acusador afirma que, em um dos supostos encontros sexuais indesejados, chegou a chorar e teria sido verbalmente agredido por Hajdini.

O funcionário também afirma que teve a carreira ameaçada ao recusar as investidas da executiva, que atua como diretora da divisão de Financiamento Alavancado do JPMorgan.


Ele alega ainda que ela teria admitido tê-lo dopado, em diversas ocasiões, com uma substância usada para facilitar abusos. A ação acrescenta que, em pelo menos uma ocasião, Doe teria recebido um fármaco capaz de induzir ereção.

Entenda o caso

De acordo com informações do The Sun, John Doe ingressou no JPMorgan como vice-presidente sênior/diretor em março de 2024. O abuso, segundo ele, teve início pouco depois, com a chegada de Hajdini à equipe, em abril, já em posição de liderança.


Segundo ele, as investidas teriam se intensificado rapidamente. Semanas depois, Doe afirma que foi convidado por Hajdini para sair, mas recusou. De acordo com a denúncia, a executiva teria reagido com ameaças, insinuando que poderia prejudicar sua carreira caso ele não cedesse.

O processo descreve uma escalada de comportamentos considerados abusivos, incluindo comentários de teor sexual e ofensivo, alguns com conotação racial. Doe também alega ter sido tocado de forma inadequada em diferentes ocasiões, tanto no ambiente de trabalho quanto em eventos sociais da empresa.


Ainda segundo a ação, Hajdini teria utilizado sua posição para exercer controle sobre aspectos profissionais de Doe, como bônus, promoções e oportunidades de carreira, além de supostamente acessar informações pessoais e financeiras sem autorização.

Em um dos episódios relatados, Doe afirma que a executiva apareceu em seu apartamento sem aviso prévio e voltou a fazer investidas, que teriam sido novamente rejeitadas. Ele alega que, após a recusa, foi alvo de ofensas verbais direcionadas a ele e à sua mulher, seguidas de ameaças relacionadas à sua trajetória profissional.

O processo também descreve episódios de coerção sexual e afirma que Doe teria sido forçado a atos contra sua vontade, relatando ainda situações em que ficou emocionalmente abalado. Uma testemunha é citada na denúncia como tendo ouvido um dos supostos incidentes.

Nos meses seguintes, segundo a ação, o comportamento teria continuado, com episódios de assédio no trabalho e em ambientes públicos. Doe afirma que decidiu formalizar uma queixa junto ao setor de recursos humanos do JPMorgan em maio de 2025, relatando discriminação, assédio e um padrão de abuso.

Ele alega que, após a denúncia, passou a sofrer retaliações, incluindo ligações anônimas com ameaças e intimidações. Também afirma que recebeu mensagens com teor discriminatório e ameaças envolvendo autoridades de imigração. Posteriormente, diz ter sido afastado, com acesso bloqueado aos sistemas da empresa e colocado em licença involuntária.

O que diz o JPMorgan

Ao The Sun, o JPMorgan negou as acusações. Em comunicado, a empresa afirmou que, após investigação interna, não encontrou evidências que sustentassem as alegações e declarou que o denunciante não teria colaborado plenamente com o processo.

Hajdini segue na empresa, enquanto Doe deixou o cargo no fim de 2024. Na ação, ele pede indenização por perdas financeiras, danos à reputação e sofrimento emocional.

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