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Oposição suspeita que condição de Chávez seja "muito mais grave"

Presidente venezuelano não faz uma aparição pública desde o dia 8 de dezembro de 2012

Internacional|Do R7

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Venezuelanos fazem vigília em frente do hospital em que Hugo Chávez está internado
Venezuelanos fazem vigília em frente do hospital em que Hugo Chávez está internado

A oposição venezuelana manifestou na última sexta-feira (22) as suspeitas de que o estado de saúde do presidente Hugo Chávez seja "muito mais grave" do que o Governo admitiu, enquanto os seguidores do líder continuam fazendo orações por seu restabelecimento.

A falta de aparições públicas desde 8 de dezembro "evidencia que sua situação é muito mais grave do que quer expor o Governo", sustentou Ramón José Medina, secretário-executivo adjunto da MUD (Mesa da Unidade Democrática).


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"Há mais de dois meses não sabemos verdadeiramente o destino do presidente, onde está, como está e quais são suas condições", assinalou o dirigente da plataforma que engloba os partidos opositores.


Após tachar de "insuficiente e irresponsável" o boletim fornecido pelo Governo, Medina sustentou que, no entanto, foi suficiente para evidenciar que Chávez "não está em condições de exercer suas funções".

Chávez retornou a Caracas na última segunda-feira (18), depois de mais de dois meses de internação em Cuba, onde passou pela quarta cirurgia por conta de um câncer detectado em junho de 2011.


No pós-operatório, o líder sofreu uma insuficiência respiratória surgida como consequência de uma infecção e sua tendência "não foi propícia", informou na quinta-feira (21) o último boletim do Governo, que dias antes assinalou que Chávez respira através de um tubo traqueal.

Por insistência de jornalistas, Medina admitiu que "parece que a Venezuela terá eleições este ano", ao analisar o cenário político se Chávez não puder seguir no cargo que ocupa desde 1999. A MUD trava "uma guerra silenciosa, que só tem a ver com o ódio ao nosso comandante", disse a ministra da Educação Universitária, Yadira Córdova, ao acusar a plataforma de estar por trás do grupo de estudantes que ameaçou ir ao hospital onde está Chávez para exigir que o líder "dê as caras".

"Nosso povo não permitirá a ocorrência de qualquer coisa que incida na tranquilidade de que nosso comandante necessita para sua recuperação", disse a ministra. Um grupo de universitários antichavistas, que na semana passada já protagonizou uma manifestação perante a Embaixada de Cuba, disse ontem que se Chávez não desse "as caras", então "nas próximas horas" se dirigiria ao hospital "para saber claramente se ele está bem e em condições de governar", disse a dirigente Gabriela Arellano.

Se Chávez está em condições de seguir no cargo para o qual foi reeleito até 2019 nas eleições de outubro, "que diga isso claramente", exigiu a universitária.

As "energias negativas" direcionadas a Chávez não provêm apenas dos seus adversários, advertiu a vencedora do prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú, ao reivindicar a todos que peçam pela saúde do presidente, especialmente seus mais próximos colaboradores.

"Porque se sua equipe de trabalho não acreditar que o presidente irá se recuperar, também estará enviando energias negativas a ele", advertiu a indígena guatemalteca. Menchú participou hoje de uma reunião de "sábios e sábias indígenas" que levou a Caracas representantes de povos originais da Venezuela, Panamá, Equador, Bolívia e Guatemala. "Aqui há 15 sábios indígenas que vieram da selva para poder manifestar nossa solidariedade ao presidente Chávez", indicou à Agência Efe a deputada indígena Dalia Herminia Yánez, coordenadora da Comissão de Povos Indígenas e Etnias da representação venezuelana no Parlamento Latino-Americano.

Os indígenas dançaram e depois, ao redor de uma fogueira, fizeram orações e pedidos aos deuses ancestrais pela saúde do governante. 

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