‘Se o acordo for fechado nesses termos, é muito provável que a guerra retorne’, diz analista
Professor de relações internacionais afirma que cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã é ‘precário’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos e o Irã negociam um acordo definitivo para a paz, sem que seus representantes se encontrem diretamente. Os principais enviados norte-americanos chegaram ao Qatar nesta terça-feira (30) para conversas técnicas.
Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os representantes iranianos se encontrarão com as autoridades do Qatar para tratar da questão dos seus ativos congelados, mencionados em negociações com os Estados Unidos.
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Ao mesmo tempo, analistas internacionais afirmaram que o acordo de segurança entre Israel e Líbano corre o risco de entrar num impasse. O tratado que tem sido negociado condiciona a retirada de tropas israelenses ao desarmamento do Hezbollah, o que foi rejeitado pelos extremistas, ao passo que o Líbano não tem poder para impor a medida.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explicou que tudo que vem sendo negociado no Oriente Médio está em um estágio precário. Segundo Brustolin, se a guerra acabasse hoje, com um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, os termos que estariam sobre a mesa seriam ruins para os norte-americanos.
“Se o acordo for fechado nesses termos, é muito provável que a guerra retorne daqui a uns meses ou anos. Israel já disse que não vai aceitar [...] e já por aí já vemos que haverá uma continuidade da guerra [...] No final das contas, o impasse continua. A guerra continua, por mais que o presidente Trump tente negociar com a reabertura do estreito de Ormuz”, enfatizou.
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