Câmara de BH ainda não tem data para liberar público em reuniões
Apesar de sucessivas flexibilizações em bares, no comércio e até em estádios de futebol, Legislativo segue com sessões sem público
Minas Gerais|Vinicius Rangel, da RecordTV Minas

Mesmo estando há mais de três meses com números da covid-19 em queda e com sucessivas flexibilizações nas restrições na cidade, a Câmara Municipal de Belo Horizonte ainda não abriu as reuniões de comissões e plenários que acontecem na Casa à participação popular.
O tema é polêmico e se contrapõe à realidade vivenciada por muitas pessoas, que já voltaram ao trabalho presencial, ao convívio social e até mesmo aos estádios de futebol. No último domingo, (24), cerca de 28 mil torcedores do Atlético estiveram presentes no Mineirão para acompanhar a partida contra o Cuiabá.
A Prefeitura de Belo Horizonte liberou 50% da capacidade máxima dos estádios e flexibilizou algumas medidas de proteção. Embora obrigatório o uso de máscara para os que completaram o esquema vacinal, com duas doses, apenas o cartão de vacinação é necessário. Para os que tomaram apenas uma dose, pede-se a apresentação de teste negativo para doença realizado nas últimas 72h.
Mas, se em campo e nos bares a ideia é retomar a participação dos frequentadores, no Legislativo da capital, ao que parece, prevalece a ideia de manter as pessoas distantes pelo maior tempo possível. Com o plenário fechado, temas polêmicos são debatidos sem a famosa "pressão popular".
Nos últimos meses, projetos importantes para a cidade tem sido debatidos na casa. Um deles resultou na extinção da BHTrans e a criação da Sumob (Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte), que vai gerenciar o transporte público na capital mineira. O texto foi apresentado no dia 20 de julho e em apenas dois meses foi apreciado nas comissões e aprovado em dois turnos pelo plenário. A lei, que teve assinatura do Executivo, foi sancionada e publicada no dia 23 de setembro.
Escala mínima
A Câmara Municipal de Belo Horizonte informou que desde o início da pandemia está trabalhando com escala mínima de 20% em cada setor. Funcionários e servidores com mais de 60 anos seguem em trabalho remoto.
A participação presencial do público foi suspensa em 17 de março de 2020. Um dia depois, após um vereador testar positivo para covid, a Câmara foi totalmente fechada. Ao todo, sete vereadores foram infectados. As atividades voltaram em formato híbrido no dia 07 de abril de 2020.
As comissões permanecem remotas com transmissões ao vivo através do portal e pelo canal da Câmara no Youtube. Já as reuniões de plenário tem a participação presencial unicamente dos membros da Mesa, mas também são transmitidas online.
Sem data
A Câmara não adotou passaporte vacinal, esquema em que só podem participar presencialmente pessoas imunizadas, ou que apresentem teste negativo com até 72h, como nos estádios. A casa também não soube dizer quantos funcionários e servidores se imunizaram com 1ª e 2ª dose da vacina contra a covid-19. Disse apenas que um levantamento está em curso para adotar novas medidas, sem dar uma data para liberação do público.















