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Caso Backer: interrogatório de réus entra no último dia; veja quem já depôs

Depoimentos acontecem a partir das 14h no Fórum Lafayette, na região centro-sul de Belo Horizonte

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, Do R7

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Segundo a Polícia Civil, 29 pessoas foram intoxicadas pela cerveja
Segundo a Polícia Civil, 29 pessoas foram intoxicadas pela cerveja

Esta quinta-feira (30) é o terceiro dia de depoimentos de réus investigados no caso de contaminação da cerveja Belorizontina, da Backer. Os depoimentos acontecem a partir das 14h no Fórum Lafayette, na região centro-sul de Belo Horizonte. 

Nesta quarta-feira (29), três funcionários que trabalhavam na fábrica foram ouvidos. A audiência começou às 14h15, e o primeiro a ser ouvido foi Ramon Ramos de Almeida Silva, estagiário da Backer na época do acontecido. Ele estudava engenharia química e fazia parte da equipe de controle de qualidade da bebida. 


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A segunda a depor foi a mestra cervejeira Christina Freire Brandt, seguida por Adenilson Resende de Freitas, supervisor de produção da cerveja. O depoimento de Sandro Luiz Pinto Duarte estava tinha sido previsto, mas foi adiado para esta quinta. 

Na terça-feira (28), o primeiro dia de depoimentos, os três sócios da cervejaria foram ouvidos: Ana Paula Lebbos, Hayan Franco Khalil Lebbos e Munir Franco Kalil Lebbos. No interrogatório de Ana Paula, ela afirmou ser sócia-proprietária e diretora de Marketing da Backer. Ela afirmou também que não tinha contato com o parque industrial nem com a produção de cerveja e atuava somente na divulgação e na publicidade dos produtos e da cervejaria.


Ainda segundo Ana Paula, quando o Ministério da Agricultura apontou a possível contaminação da cerveja, o departamento dela acionou os meios de comunicação e a imprensa para avisar a população que não consumisse a cerveja Belorizontina.

O segundo a ser ouvido foi Hayan Franco Kalil Lebbos. Segundo a assessoria do fórum, ele disse que foi emancipado por ocasião da separação dos pais, pois era legalmente menor, para assumir a parte societária da mãe, com o irmão, e que na época dos fatos nem sequer trabalhava, pois ainda estava estudando. Ele também afirmou que anteriormente não tinha nenhuma função nas empresas, apenas comparecia na cervejaria quando o pai solicitava que ele assinasse algum documento, mas que o fazia na confiança em atender à solicitação do pai.

Munir Leboos respondeu de forma semelhante no interrogatório quando perguntado se frequentava a cervejaria; ele disse que somente ia ao escritório ou à cervejaria quando era necessário assinar algum documento com exigência de assinatura de todos os sócios e também confiava no pai.

Os três interrogados na terça-feira enfatizaram não ter conhecimento e nenhuma participação na parte de produção da cerveja ou de compra e manutenção dos equipamentos da cervejaria na época da contaminação.

Relembre o caso

As investigações do caso Backer começaram no dia 5 de janeiro de 2020, poucos dias depois de as primeiras vítimas passarem mal após consumir a cerveja Belorizontina, que era fabricada pelo grupo. 

Segundo a Polícia Civil, 29 pessoas foram intoxicadas e desenvolveram uma síndrome que causa insuficiência renal aguda. Em junho de 2020, o inquérito policial foi concluído e confirmou que vários lotes da cerveja continham dietilenoglicol, uma substância usada na fabricação, mas que não poderia entrar em contato com a bebida. Por falha da empresa, houve um furo em um tanque e vazamento no produto.

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Os réus são acusados de lesão corporal, homicídio e tentativa de homicídio culposo por meio de contaminação de alimentos. Paralelamente ao processo criminal, correm ações cíveis, movidas pelas vítimas e por parentes delas. Em abril do ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou a retomada da produção de cerveja pela Backer, e a cerveja Capitão Senra voltou a ser vendida. 

Em julho deste ano, o Ministério Público fechou um acordo com a cervejaria para a indenização das vítimas. A Backer vai pagar R$ 500 mil a cada vítima e mais R$ 150 mil a cada familiar de primeiro grau. Só entraram nesse acordo os casos ocorridos após setembro de 2019, que, de acordo com uma perícia, foi quando houve o furo no tanque que causou a contaminação da bebida pelo dietilenoglicol.

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