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Ex-diretora da Sudecap descarta culpa de prefeito de BH por queda de viaduto

Maria Cristina Novais prestou depoimento no Ministério Público na última terça-feira (19)

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Queda matou duas pessoas durante a Copa, em 2014
Queda matou duas pessoas durante a Copa, em 2014

A ex-diretora da Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital), Maria Cristina Novais, isentou o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) de culpa no caso da queda do viaduto Batalha dos Guararapes, que matou duas pessoas em 2014. Ela foi ouvida no Ministério Público na última terça-feira (19) e, de acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Eduardo Nepomuceno, foi "bastante ponderada" ao poupar o chefe do Executivo.

— Ela alegou que ele participava somente de apresentações sem conteúdo decisório, sem que estivesse por trás das determinações.


Mesmo com o prefeito "poupado" pela ex-diretora da Sudecap, Nepomuceno alega que "nada está descartado" e não afasta a possibilidade de a responsabilidade de Lacerda no incidente ser apurada. No entanto, ele destaca que outras informações passadas por Maria Cristina foram fundamentais para o processo. Ela teria indicado nomes de outras pessoas que não chegaram a ser indiciadas pela Polícia Civil e, agora, podem ficar na mira da Justiça.

— Sobretudo em relação às alterações constantes do projeto. Na verdade, o que ela falou complementa provas que já temos no inquérito policial e foi bastante esclarecedor.


O promotor explica, no entanto, que a decisão de incluir ou excluir envolvidos no caso é dos promotores criminais Marcelo Mattar e Denise Guerzoni, que avaliam as conclusões da polícia.

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Entenda

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, em Belo Horizonte, que matou duas pessoas e feriu outras 23 no dia 3 de julho de 2014. Foram responsabilizadas pela queda 19 pessoas, incluindo o então secretário de Obras, José Lauro Gomes Terror.

Todos vão responder por dois homicídios com dolo eventual, 23 tentativas de homicídio com dolo eventual e pelo crime de desabamento. O delegado Hugo e Silva, que conduziu as investigações, destacou que a omissão da Consol e da Cowan ficou clara mesmo após diversos alertas da Sudecap, desde 2012, de que havia erros grosseiros nos projetos. As empreiteiras negam ter conhecimento de erros. A polícia confirmou que houve cálculo errado de aço e concreto usados nos pilares do viaduto e que no momento da retirada das escoras os operários alertaram para problemas de estrutura.

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