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Um rebranding que ninguém pediu, e outro que ninguém percebeu

Duas marcas mudaram o visual quase ao mesmo tempo. Uma fez barulho. A outra, nem tanto. A diferença mostra o que consistência realmente significa.

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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O novo logo do Instagram Divulgação / Instagram

...e o Instagram mudou seu logotipo. A explicação é simples: “A logomarca no topo do aplicativo não mudava há 10 anos, então era hora de uma renovação. Mais limpa e moderna, com referências ao original e à simplicidade e ao cuidado que sempre fizeram do Instagram a sua marca registrada.” A frase é do Adam Mosseri, o chefão da rede social.

Instagram surgiu em 2010. Um adolescente de 16 anos, no mundo das marcas. Cheio de espinhas na cara e hormônio correndo no sangue, está na hora de aprontar mesmo. Em menos de duas décadas, é a terceira grande mudança. Deve ser revolta contra o papai Zuckerberg, que não deixa ele ser o que é. Pegou o carro dos redesigns e saiu por aí. Mas volta pro jantar...


Em termos de desenho, ficou um pouco... sei lá. Em dois dias dá pra se acostumar e passar a ler o nome certo e não Instagzam, que os maldosos vêm dizendo por aí. Mas a sensação de que a mudança era desnecessária não vai abandonar meu coraçãozinho sofrido.

Fico me lembrando de que nem tem um mês que a Coca-Cola fez também um rebranding. Mudou tudo, menos a marca e as cores. Ou seja, não mudou nada, a não ser trazer de volta a onda branca e refazer a embalagem da Zero. Estou simplificando, lógico, mas chamando a atenção para o ponto que a marca das marcas entende o consumidor. Ela se renova, sem fazer muita marola. Dá um tapinha na maquiagem e segue em frente.


Fico imaginando se ela tivesse feito algo como o Instagram. Imaginando não. Fiz uma projeção e achei que ficou bem bom... Inclusive, adotei um vermelho mais escuro, menos vibrante, de acordo com uma marca que já tem mais de 100 anos e precisa se agasalhar direito, à noitinha (Coca, não precisa agradecer. E pode usar sem medo, que não vou cobrar nada. Só uma caixa de Fanta e tá tudo bem...).

E se a Coca-Cola mudasse de logo? Montagem/IA

Creio que a preocupação com a consistência não existe no mundo digital. Deve ser uma regra específica pro mundo físico. O consumidor vira uma chave na mente, quando liga o celular, e passa a querer novidade todos os dias.


Vou rezar pra Santo Aaker, o pai do branding, pra ele me dar uma luz!


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