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Todos querem ser únicos. Mas nem todo mundo pode pagar por isso

Entenda como a hiperpersonalização se tornou um desejo e seus limites no mercado atual

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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Hiperpersonalização (Imagem gerada por IA / DALL-E)

A indústria começou fazendo tudo igual. Não foi por falta de criatividade. Foi porque fazer igual é o que permite que mais gente tenha acesso.

O problema é que as pessoas não querem ser iguais. Nunca quiseram. E o mercado foi aprendendo isso aos poucos, coleção por coleção, cor por cor, variação por variação.


Hoje, a tecnologia colocou um nome bonito nessa vontade antiga. Chamam de hiperpersonalização. E a promessa é sedutora: um produto feito para você, do jeito que você quer, com o detalhe que só faz sentido na sua vida.

Só que, entre o sonho e a realidade, existe uma variável que ninguém gosta muito de mencionar. E ela não tem nada a ver com tecnologia.


O luxo sempre soube disso. Carro sob medida, perfume exclusivo, joia projetada para uma pessoa só. O que mudou foi o endereço dessa conversa. Ela desceu do andar mais alto e começou a bater na porta de todo mundo.

A questão é que a porta abre conforme o que você tem no bolso para pagar pela diferença.

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