Você precisa gostar do que vende?
Será que gostar do produto é mesmo o que separa quem entende de negócio de quem só finge entender?

Você já deve ter visto circulando por aí. O presidente de uma rede de fast food mordendo o lançamento novo, meio hesitante, quase representando um papel. Do outro lado, concorrentes fazendo questão de aparecer comendo com gosto, sorrindo pra câmera, provando que “eles sim” acreditam no que vendem.
A internet adorou. Virou piada, virou comparação, virou prova de autenticidade. Só que tem uma pergunta escondida atrás dessa brincadeira toda, e ela é mais séria do que parece: será que o dono, o presidente, o funcionário de uma empresa precisa gostar daquilo que produz pra fazer um bom trabalho?
Pensa em quantas marcas vendem coisas que a própria liderança nunca vai usar. Alguém no comando de uma fábrica de produto de higiene íntima feminina. Um executivo à frente de uma linha que ele nunca vai colocar na própria vida pessoal. Isso é um problema ou é só o jeito como o mundo dos negócios sempre funcionou, só que a gente nunca tinha parado pra reparar?
O vídeo do sanduíche virou meme fácil. A pergunta por trás dele não é tão fácil assim de responder.
No fim, a diferença entre quem vende bem e quem só finge vender não está em gostar do produto. Está em entender pra quem ele é feito, o que ele resolve, por que alguém o escolhe. Gostar é bônus. Entender é o que sustenta.
Talvez aquele presidente nunca vá comer o próprio lançamento num domingo à noite. Mas se ele souber exatamente por que alguém escolhe, isso já resolve o que nenhuma mordida convincente resolveria sozinha.
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