Svolt quer tirar espaço da BYD nos híbridos; entenda a tecnologia
Sistema Fortress 2.0 da Svolt promete recarga em 10 minutos e eficiência maior contra baterias Blade e CATL

A Svolt, que é uma empresa fabricante de baterias na China, apresentou o sistema Fortress 2.0 com uma proposta ambiciosa, que é elevar o nível dos híbridos plug-in a patamares próximos dos elétricos puros. A nova bateria salta de 59 kWh para até 80 kWh, que é um aumento de 35,6%, além de melhorar a eficiência do sistema em cerca de 6%.
Com isso, a marca mira SUVs grandes e modelos com vocação off-road, onde a autonomia elétrica já começa a ser um diferencial competitivo contra os modelos da BYD e, também, da concorrente CATL, que fornece para diversos modelos da Geely e Zeekr, por exemplo.

Segundo a empresa, o novo sistema pode entregar mais de 400 km em modo 100% elétrico em SUVs híbridos plug-in do segmento D, um número que se aproxima de muitos carros elétricos de entrada. A arquitetura também aposta em carregamento ultrarrápido de até 6C, permitindo recuperar essa autonomia em cerca de 10 minutos em condições ideais, sendo um avanço relevante na disputa tecnológica do setor.

Todavia, apesar do salto técnico, a realidade de mercado ainda impõe limites, uma vez que Svolt segue fora do top 10 de fabricantes de baterias na China, com participação de apenas um dígito, enquanto CATL e BYD concentram a maior parte das instalações no país, sustentadas por escala e forte integração com montadoras.

Diante desse cenário, a estratégia da empresa é clara: evitar o confronto direto com os líderes e apostar em nichos. O Fortress 2.0 é direcionado justamente para um segmento em crescimento, como os SUVs grandes eletrificados, em que a combinação entre autonomia elevada e versatilidade ainda abre espaço para novos players.
A tecnologia deve estrear em um SUV híbrido durante o Salão de Pequim deste ano, funcionando como um teste de mercado para validar se baterias de alta capacidade podem mudar a percepção do consumidor. Para mercados como o brasileiro, onde os híbridos plug-in ainda ganham tração, a evolução indica que a próxima batalha da eletrificação pode estar justamente na autonomia e não apenas no preço, como tem acontecido ultimamente.
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