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Feita no México, primeiras unidades da Nissan Frontier saem da linha de produção

Picape media representa nova fase e renovação no Brasil ainda é incerta

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Feita no México, primeiras unidades da Nissan Frontier saem da linha de produção Nissan/Divulgação

A Nissan iniciou uma nova fase industrial para a Frontier na América Latina. A picape deixou de ser produzida na Argentina e agora passa a ser fabricada no complexo de Aguascalientes, no México, de onde será exportada para mercados como o Brasil. A mudança faz parte de uma reorganização global da marca, com foco em eficiência produtiva e redução de custos.


Em um evento nesta semana, a Nissan divulgou as imagens das primeiras unidades da Frontier que saíram da linha de produção. Sem mudanças visuais, a Frontier do México tem algumas mudanças em relação às unidades que vinham da Argentina.

Feita no México, primeiras unidades da Nissan Frontier saem da linha de produção Nissan/Divulgação

Na prática, o Brasil já começa a receber unidades importadas do México, consolidando o fim da operação em Córdoba, na Argentina — movimento que acompanha a estratégia de centralização industrial da Nissan na região. No entanto, a rede ainda tem unidades feitas na Argentina nos estoques.


Produção no México sem mudanças


Apesar da mudança de origem, a Frontier que chega ao Brasil segue sem alterações profundas de projeto. Porém, no México sempre foram oferecidas versões 2,5 litros a gasolina ou diesel e próximo da potência e torque do que temos no Brasil mas aqui as versões argentinas sempre tiveram o 2,3 litros de 190cv e 45,9kgfm de torque.

Feita no México, primeiras unidades da Nissan Frontier saem da linha de produção Nissan/Divulgação

O desempenho comercial da Frontier ajuda a explicar o reposicionamento da marca. Em 2025, a picape teve um ano discreto no país, com volumes abaixo dos principais concorrentes e perda de relevância no segmento. Foram só 5.091 unidades vendidas ao longo de todo o ano de 2025, o que rendeu à picape da marca japonesa um discreto 12° lugar.


Em 2026, o cenário segue pressionado. Dados recentes mostram volumes baixos de emplacamento — com 99 unidades em janeiro e cerca de 306 unidades em março, mesmo considerando leve recuperação pontual no mês. Na prática, a Frontier hoje opera fora do grupo das líderes, em um segmento dominado por Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10.

Movimento global por sobrevivência

A transferência da produção para o México é apenas uma peça dentro de uma estratégia muito maior anunciada recentemente pela Nissan no Japão.

Feita no México, primeiras unidades da Nissan Frontier saem da linha de produção Nissan/Divulgação

A marca confirmou um plano de reestruturação global que inclui a redução da gama de 56 para 45 modelos, simplificação de plataformas, adoção de de tecnologias de eletrificação e inteligência artificial e parceria com fabricantes chineses notadamente com a Dongfeng.

Entre os principais exemplos dessa nova fase está a Frontier Pro PHEV, desenvolvida em parceria com a Dongfeng, além de novos modelos como o sedã elétrico N7 e SUVs da linha NX.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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