Novo Fiat Fastback é flagrado na Europa e terá versões híbrida e elétrica
Brasil deve manter foco no motor T200 Hybrid com sistema híbrido leve

O sucessor do Fiat Fastback deu mais um passo rumo à estreia global. O SUV cupê da marca italiana foi flagrado em testes na Europa e já começa a revelar as diferentes configurações mecânicas que serão oferecidas no Velho Continente. O flagra publicado pela página FCA fan Brazil revela os detalhes.

Enquanto por lá o modelo terá versões híbridas e até elétricas, no Brasil a estratégia deverá ser diferente, com foco em conjuntos flex e híbridos leves a partir do fim de 2027.

Conhecido internamente como projeto F2U ou “Grizzly”, o novo Fastback fará parte da família Panda e utilizará a plataforma Smart Car da Stellantis, a mesma do Grande Panda e dos novos Citroën C3 e Opel Frontera europeus. O lançamento no mercado europeu está previsto para os próximos meses.

Na Europa, uma das principais versões utilizará o conjunto híbrido leve composto pelo motor 1.2 turbo de três cilindros associado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas com motor elétrico integrado. O sistema entrega cerca de 110 cv e permite pequenas movimentações em modo elétrico, além de reduzir consumo e emissões.Também estão previstas versões 100% elétricas, equipadas com motor de aproximadamente 113 cv e baterias de 44 kWh, suficientes para proporcionar autonomia próxima dos 320 km pelo ciclo WLTP.

Apesar da ofensiva eletrificada na Europa, a realidade brasileira será outra. O sucessor do Fastback nacional deverá ser lançado somente no fim de 2027 e continuará apostando nos motores flex produzidos em Betim (MG). A principal opção será o conhecido T200 Hybrid, sistema híbrido leve de 12 volts que combina o motor 1.0 turbo de até 130 cv com um pequeno gerador elétrico ligado por correia ao virabrequim.Diferentemente do sistema europeu, o conjunto brasileiro não possui tração elétrica nas rodas. O motor elétrico de cerca de 4 cv atua em funções auxiliares, como partida e recuperação de energia, contribuindo para uma redução de consumo de aproximadamente 10% em relação às versões convencionais.A estratégia mostra que a Stellantis continuará adaptando seus produtos às características de cada mercado. Enquanto a Europa exige níveis cada vez maiores de eletrificação, o Brasil deverá manter uma solução mais simples e compatível com o uso de etanol, preservando custos e aproveitando a estrutura industrial já existente.
Com isso, o futuro Fastback promete ampliar sua presença global, mas com receitas diferentes para cada região. Na Europa, a aposta será em híbridos com motor elétrico integrado e versões totalmente elétricas. Já no Brasil, o SUV cupê deverá seguir a tradição dos motores flex e do sistema híbrido leve, que começa a se espalhar por diversos modelos da Fiat e da Stellantis.
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