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Justiça condena morador por barulho que afetava criança autista em condomínio

O barulho vinha do apartamento de cima e afetava diretamente uma criança com TEA e hipersensibilidade auditiva

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e hipersensibilidade auditiva foi afetada por barulhos do apartamento superior.
  • A Justiça considerou a intensidade e frequência do barulho e condenou o morador a pagar indenização por danos morais.
  • O morador foi obrigado a evitar ruídos que perturbem a unidade inferior, sob pena de multa.
  • O caso ressalta a importância de equilíbrio entre liberdade pessoal e respeito ao sossego dos vizinhos em condomínios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Muita gente ainda trata barulho entre apartamentos como uma simples questão de tolerância: “Estou dentro da minha casa e posso fazer o que quiser”. Só que, em condomínio, não funciona exatamente assim.

No caso analisado pelo TJDFT, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e hipersensibilidade auditiva era diretamente afetada pelos ruídos produzidos na unidade superior.

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A Justiça considerou não apenas a existência do barulho, mas também sua intensidade, frequência e os efeitos que aquelas perturbações estavam causando à criança e à sua família.

O resultado foi a condenação do morador ao pagamento de indenização por danos morais. Além disso, ele ficou obrigado a não produzir ruídos capazes de perturbar a unidade inferior, sob pena de multa em caso de descumprimento.

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Isso não significa que uma família precise viver em silêncio absoluto porque existe uma pessoa com TEA no apartamento vizinho. Barulhos normais da vida cotidiana fazem parte da convivência. O problema está no excesso, na repetição e na falta de cuidado quando já se sabe que aquela conduta está causando prejuízo.

Dentro do seu apartamento você tem liberdade, claro. Mas essa liberdade encontra um limite quando começa a atingir o sossego, a saúde e a qualidade de vida do vizinho.

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E você, acha que situações envolvendo hipersensibilidade auditiva exigem ainda mais cuidado e bom senso dentro do condomínio?

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