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Noriega: ainda faltam peças no quebra-cabeça de Ancelotti

Matheus Cunha corrigiu o erro do treinador com Igor Thiago na estreia, mas coletivamente o Brasil ainda é um time torto e cheio de buracos

Espaço Prisma|Maurício Noriega, especial para o R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil vence o Haiti, mas desempenho não empolga e time ainda tem muitas incertezas.
  • Para garantir a liderança do Grupo C, Brasil precisa vencer a Escócia e melhorar o aproveitamento de chances.
  • Matheus Cunha se destaca ao substituir Igor Thiago, trazendo melhor comunicação entre meio e ataque.
  • Dependência do lado esquerdo do ataque e falta de criatividade no meio-campo são preocupações persistentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ancelotti, técnico da seleção brasileira, conversa com equipe de arbitragem
Brasil de Ancelotti está longe de passar confiança quando comparado a seleções mais fortes Mike Segar/Reuters – 19.06.2026

A vitória sobre o Haiti era protocolar, de tão obrigatória. Veio sem drama e tampouco trouxe empolgação. O Brasil de Carlo Ancelotti ainda é um time com mais dúvidas que certezas e está longe de passar confiança quando comparado a seleções mais fortes.

Para confirmar a previsível classificação em primeiro lugar no Grupo C da Copa, o Brasil precisará vencer a Escócia, dia 24, e melhorar o aproveitamento de chances. A liderança do grupo está sendo mantida no saldo de gols: três a um sobre o Marrocos. A questão é que Marrocos enfrentará um Haiti eliminado, e o Brasil terá pela frente a Escócia lutando pela classificação, podendo passar até em primeiro lugar.


Embora o time escocês seja fraco tecnicamente, a situação sugere atenção. Segundo dados da plataforma de análises Opta, o Brasil tem 54,9% de chances de passar em primeiro lugar no grupo.

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Algumas estatísticas da vitória brasileira escancaram a necessidade de melhora. O Brasil terminou com 57% de posse de bola ante um rival que maltrata a redonda na maior parte do tempo. Era para ter muito mais controle. Chutou oito vezes ao gol rival, apenas uma a mais. Teve cinco grandes chances e marcou três.


A entrada de Matheus Cunha no lugar de Igor Thiago no onze inicial foi a principal mudança feita por Ancelotti. Cunha fez o time dar liga, trouxe comunicação entre meio e ataque, o que já fazia nos amistosos preparatórios. Fica claro que o treinador teve uma recaída de “Archimede Pitagórico”, o nome do personagem Professor Pardal na Itália, e inventou com Igor Thiago contra Marrocos.

Os problemas que persistem estão cristalinos. O Brasil depende demais do lado esquerdo do ataque, por onde joga Vini Jr., finalmente assumindo o protagonismo. Por ali, Cunha trafegou bem, e Douglas Santos aparece como opção de combinações. O lado direito não tem a mesma participação com Raphinha. Melhora um pouco com Rayan e Luiz Henrique, mas a tímida presença ofensiva de Danilo dificulta jogadas mais agudas.


O meio-campo segue pouco criativo e demonstra dificuldade em organizar saídas de bola rápidas e eficientes. Com dois setores por ali na maior parte do tempo, os espaços não ficam preenchidos como fazem outras equipes deste Mundial. Denota a falta de um trabalho consolidado e conceito de jogo totalmente assimilado pelos atletas.

A Escócia é um time lento e pesado, com pouca qualidade técnica, exceto jogadores como McTominay e Christie. Dificilmente os escoceses se jogarão para cima do Brasil, oferecendo espaços para velocidade, que são o prato favorito de Ancelotti. Será mais um desafio para o setor de criação verde-amarelo, que segue entregando pouco.


Endrick jogou, teve um gol bem anulado, e a situação deixa claro que Ancelotti nada tem contra o garoto, mas conta com ele como uma alternativa para o segundo tempo, dificilmente para sair jogando.

Que venham os Highlanders e que William Wallace não chegue a tempo para a batalha de Miami, na próxima quarta-feira.

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