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Sophos fortalece o agro e finanças contra ataques digitais

IA e segurança fortalecem o agro e fintechs

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Sophos fortalece o agro e finanças contra ataques digitais Foto cedida: Sophos

O Brasil vive uma rápida transformação digital, mas com ela surgem novos riscos.

Em entrevista exclusiva ao Mundo Agro, Joe Levy, CEO da Sophos, afirma que soluções baseadas em inteligência artificial, aliadas à colaboração com parceiros e reguladores, são essenciais para proteger dados, garantir a continuidade operacional e fortalecer a confiança dos clientes.


Parcerias estratégicas com organizações como Grupo Madero e AFUBRA mostram na prática a aplicação dessas soluções em setores críticos.


Joe Levy, CEO da Sophos Foto cedida: Sophos

Mundo Agro: O Brasil se tornou um dos principais focos da Sophos na América Latina. O que mais chama sua atenção no mercado brasileiro de cibersegurança?

Joe Levy: O Brasil está passando por uma rápida transformação digital – especialmente em áreas como fintechs, nuvem e pagamentos instantâneos como o Pix –, o que, ao mesmo tempo, cria enormes oportunidades e novas superfícies de ataque.


Estamos observando um forte aumento nos ataques baseados em identidade, ransomware e ameaças internas, com foco especial em organizações do setor financeiro, de saúde e público. Ao mesmo tempo, regulamentações como a LGPD estão impulsionando maior responsabilidade em torno da proteção de dados.

Também vemos um alto engajamento no Brasil por parte da comunidade de cibersegurança. Parceiros, clientes e reguladores estão todos se envolvendo ativamente. Para a Sophos, isso significa não apenas vender soluções, mas realmente colaborar para construir resiliência, investir em infraestrutura local – como nosso data center no Brasil – e capacitar parceiros para liderar essa transformação.


Mundo Agro: Como a parceria com empresas como o Grupo Madero e a Agro Comercial AFUBRA demonstra o impacto da Sophos no país?

Joe Levy: Essas parcerias mostram que a Sophos já está fazendo uma diferença significativa em alguns dos setores mais vitais do Brasil.

O Grupo Madero opera em um ambiente dinâmico e voltado ao consumidor, onde tempo de inatividade e perda de dados não são aceitáveis. Com a Sophos, eles reforçaram a continuidade operacional e protegeram a confiança do cliente em centenas de unidades.

A AFUBRA, por outro lado, atua em regiões rurais onde a infraestrutura digital está avançando mais rápido do que a maturidade em cibersegurança. Ao adotar o Sophos MDR e a proteção de endpoint, eles fortaleceram suas defesas contra ransomware, roubo de credenciais e ameaças internas, ao mesmo tempo em que permanecem em conformidade com a LGPD. Isso demonstra a capacidade da Sophos de oferecer segurança escalável, baseada em IA e conduzida por especialistas, adaptada aos desafios únicos do agronegócio – incluindo sistemas legais, conectividade remota e riscos relacionados à força de trabalho sazonal.

Em conjunto, essas parcerias mostram o que a Sophos faz de melhor: atender os clientes onde eles estão, oferecer proteção escalável e capacitar parceiros com as ferramentas e a expertise para proteger o que mais importa.

Mundo Agro: A inteligência artificial autônoma já é uma realidade em cibersegurança. Quais tendências você tem observado globalmente que também se aplicam ao Brasil?

Joe Levy: Globalmente, as organizações estão adotando IA para automatizar a detecção, análise e resposta a ameaças – reduzindo a carga de trabalho humano e acelerando a tomada de decisões. O Brasil segue na mesma direção, mas com pressões específicas da região: maturidade em cibersegurança fragmentada, aumento nos ataques baseados em identidade e avanços regulatórios impulsionados pela LGPD.

Para muitas organizações no Brasil, a IA não se trata apenas de escala, mas de preencher lacunas de talentos e proteger ambientes distribuídos, muitas vezes com recursos limitados. Plataformas financeiras inovadoras como o Pix e a mentalidade digital-first do Brasil tornam a IA Agentic uma necessidade.

Por outro lado, o uso indevido ou desalinhado de sistemas de IA introduz novos riscos. É por isso que governança, práticas de desenvolvimento seguro e validação contínua com humanos no ciclo não são opcionais – são fundamentais. O Brasil, assim como o resto do mundo, precisará investir, não apenas em ferramentas de IA, mas também em pessoas, processos e controles que tornem essas ferramentas confiáveis e eficazes.

Mundo Agro: A digitalização do agronegócio é uma realidade. O agronegócio brasileiro está preparado para lidar com os riscos de cibersegurança que vêm com a adoção dessas novas tecnologias?

Joe Levy: O setor do agronegócio brasileiro está adotando IA, IoT, drones e plataformas em nuvem para impulsionar a produtividade – e a cibersegurança precisa acompanhar esse ritmo.

Os grandes players estão investindo em infraestrutura de segurança robusta, mas muitos operadores regionais e de médio porte ainda enfrentam grandes desafios: sistemas desatualizados, baixa conscientização e falta de profissionais especializados. À medida que a agricultura se torna mais conectada, também fica mais exposta – ao ransomware, roubo de credenciais e ataques à cadeia de suprimentos.

É por isso que a Sophos vê o agronegócio não apenas como uma área de crescimento, mas como infraestrutura crítica. Nosso trabalho é garantir que a segurança cresça junto com a inovação. Iniciativas como a Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber) e o aumento do investimento em ferramentas de IA para a agricultura mostram progresso, mas o setor ainda precisa de maior adoção de boas práticas, fortalecimento dos ecossistemas de parceiros e soluções sob medida para, de fato, proteger sua transformação digital.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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