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Lula e ministro da Justiça debatem plano contra crime organizado

Governo libera R$ 1 bi de orçamento suplementar ao ministério da Justiça, mas burburinhos sobre mudança de ministro podem impactar novo projeto

Natália Martins|Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula se reúne com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para discutir um Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado.
  • O ministro anunciou a liberação de R$ 1 bilhão em orçamento suplementar para o cumprimento do plano, que inclui rigor em presídios e inteligência integrada.
  • Pressões políticas sobre o Advogado Geral da União, Jorge Messias, podem afetar a continuidade dos projetos do ministro Wellington.
  • Existem preocupações entre policiais sobre a instabilidade causada por possíveis trocas no ministério da Justiça.

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Com R$1 bi em orçamento, projeto enfrenta incertezas devido a possíveis mudanças no ministério Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 18.03.2025

Uma agenda na tarde desta segunda-feira (4) tem sido motivo de especulação na Esplanada. O presidente Lula vai receber, no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, para uma reunião às 15h.

No cargo há pouco menos de 4 meses, Wellington está construindo um Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, que deve apresentar ao presidente na reunião.


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Para o cumprimento do plano, Wellington conseguiu a liberação de um orçamento suplementar de cerca de R$ 1 bilhão, publicado no Diário Oficial de quinta-feira (30 de abril).

O plano engloba a unificação de critérios para definir esclarecimento de homicídios, amplia o rigor de presídios estaduais seguindo os modelos das penitenciárias federais e cria mecanismos para asfixia financeira de organizações criminosas, integrando órgãos de inteligência de todo o país. O ministro pretende finalizar o plano e apresentá-lo até o próximo mês.


No entanto, a pressão para acomodar o Advogado Geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal), em um ministério de maior destaque, pode colocar em cheque projetos do novo ministro.

Messias avisou ao presidente que não vai permanecer na AGU depois do episódio, e pessoas próximas dele afirmam que Lula teria oferecido o MJSP em reparação.


Pessoas próximas ao presidente, no entanto, afirmam que essa oferta não teria ocorrido. Pelo menos não até agora. Lula pediu uma conversa com o Messias, e a equipe do presidente acredita que ele ainda pode contribuir mais permanecendo na AGU.

Nos bastidores, policiais federais, rodoviários federais e fontes no sistema penitenciário federal demonstraram preocupação com uma possível troca no ministério. Mesmo os que não sabem dizer ainda a que veio Wellington são contrários a mais uma troca na pasta. Uma fonte afirmou que “a instabilidade sempre interfere no bom andamento das investigações policiais”.


Caso a mudança se concretize, este seria o quarto ministro da Justiça desde o início do atual governo, o que igualaria o número registrado na gestão de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 , período em que a sucessão de quatro titulares na pasta foi alvo de críticas por gerar instabilidade.

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