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Em viagem à China, Barroso debate uso de inteligência artificial no sistema processual

Tema tem preocupado o Judiciário brasileiro, ainda mais em ano eleitoral

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Barroso fica na China até sexta-feira Divulgação STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, em visita ao Supremo Tribunal Popular da China, falou sobre a utilização da inteligência artificial no sistema processual, sobretudo para a busca de precedentes. Brasil e China avaliam a possibilidade de lançar um projeto de cooperação nessa área.

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Nesta terça-feira (2), o ministro Barroso falou para cerca de 300 magistrados chineses sobre “Inteligência Artificial, Democracia e Mudança do Clima” na Escola Nacional da Magistratura e se reuniu com o presidente da escola, Li Chengyu.

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O tema preocupa o Judiciário brasileiro, ainda mais em ano eleitoral. Na semana passada, em Oxford, na Inglaterra, Barroso afirmou que a massificação da desinformação é uma de suas maiores preocupações quando se trata de inteligência artificial.

Como exemplo, o ministro citou a divulgação de informação incorreta sobre tratamentos alternativos para a Covid-19, que podem ser amplamente distribuídos. Segundo ele, se uma quantidade grande de pessoas acreditar no que foi divulgado de forma errônea, isso se torna um problema de saúde pública.

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Questionado sobre os riscos da inteligência artificial, Barroso mencionou o impacto no mercado de trabalho, a utilização para fins bélicos, a violação de privacidade, o risco de discriminação algorítmica e problemas de direitos autorais. Ele pontuou, ainda, o uso de deep fakes.

“Nós somos ensinados a acreditar naquilo que vemos e ouvimos. No dia em que nós não pudermos acreditar no que vemos e ouvimos, a liberdade de expressão terá perdido o sentido”, disse.

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Dentro da Justiça, o ministro acredita que a IA pode ser utilizada “amplamente e para muitas finalidades”, mas que uma regulação própria é necessária, o que é dificultado pela velocidade de desenvolvimento.

“Vejo a inteligência artificial como uma linha auxiliar, e não autônoma. Porém, acho que pode trazer proveitos em termos de celeridade, eficiência e isonomia, tratando todos igualmente, sem influências indesejáveis”, afirmou.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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