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Quarta Instância

Ministros do STF se reúnem em almoço para selar tese sobre responsabilizar plataformas

Se ministros fecharem entendimento unânime, tese será apresentada e votada formalmente nesta quarta

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros do STF se reúnem para discutir a responsabilidade das plataformas digitais sobre conteúdos de usuários.
  • Almoço na sede do STF busca consenso sobre a tese final antes da votação em plenário.
  • STF decidiu que o artigo 19 do Marco Civil da Internet é inconstitucional, exigindo postura proativa das big techs.
  • Decisão visa conter discursos de ódio e desinformação, mas enfrenta críticas sobre possível censura prévia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Plenário do STF
STF deve concluir julgamento nesta quarta Antonio Augusto/STF - 10.6.2026

Em uma articulação de bastidores para concluir o julgamento sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) participam, nesta quarta-feira (17), de um almoço na sede da Corte.

Na semana passada, o STF decidiu dar 60 dias para que as big techs se adaptem às novas regras que ampliam sua responsabilidade sobre os conteúdos publicados por usuários. Apesar do consenso sobre o prazo de transição, o julgamento não foi formalmente encerrado: a proclamação do resultado final e a fixação da tese oficial ficaram agendadas para esta quarta-feira.


Os ministros analisaram recursos que discutem pontos centrais da decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas digitais sobre conteúdos publicados por usuários.

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A pauta do encontro é a busca por um consenso em torno da tese final que definirá a responsabilidade das redes sociais por conteúdos publicados por terceiros.


De acordo com informações de bastidores, o encontro conta com quórum completo: todos os magistrados confirmaram presença.

A estratégia de discutir o tema em um ambiente reservado visa aparar as últimas arestas jurídicas e alinhar os votos antes da formalização no plenário.


Se os ministros fecharem um entendimento unânime ou majoritário durante o almoço, a tese será apresentada e votada formalmente em plenário ainda nesta quarta.

No ano passado, o STF definiu que o artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) é inconstitucional.


Esse dispositivo previa que as plataformas de tecnologia (como Meta, Google, X e TikTok) só poderiam ser responsabilizadas civilmente por danos decorrentes de conteúdos gerados por usuários se descumprissem uma ordem judicial prévia de remoção.

No julgamento, o Supremo entendeu que o modelo era insuficiente para conter discursos de ódio, desinformação em massa e crimes digitais, estabelecendo regras para que as big techs tenham uma postura mais proativa e de “dever de cuidado”.

Defensores do artigo 19 criticam a decisão e argumentam que a exigência de ordem judicial evita que as empresas façam uma censura prévia e privada do debate público.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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