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Reunião que decidiu sobre afastamento de Toffoli vaza, e ministros se dizem ‘perplexos’

Alguns ministros acreditam que Dias Toffoli tenha gravado encontro, o que ele nega ter feito

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A reunião dos ministros do STF resultou no afastamento de Dias Toffoli da relatoria dos processos do Banco Master.
  • O vazamento da gravação do encontro gerou perplexidade entre os ministros, com suspeitas de que Toffoli teria gravado a reunião.
  • Durante a discussão, a maioria dos ministros defendeu a permanência de Toffoli, mas preocupações sobre a institucionalidade prevaleceram.
  • Toffoli inicialmente hesitou em deixar a relatoria, mas acabou aceitando a decisão em um clima de tensão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Toffoli nega que tenha gravado reunião e vazado para a imprensa Antonio Augusto/STF - 12.02.2026

A reunião dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que resultou no afastamento de Dias Toffoli da relatoria dos processos envolvendo o Banco Master vazou para a imprensa e gerou desgaste no tribunal. Os trechos do encontro foram revelados pelo Poder360.

Um ministro conversou com o blog e disse que todos estão “perplexos” com a situação. Além disso, uma ala da corte acredita que o vazamento foi feito pelo próprio Toffoli.


O blog apurou, contudo, que Toffoli tem negado a interlocutores que tenha sido ele. “Da minha parte, não”, diz o ministro a assessores.

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Detalhes da reunião

Segundo a reportagem que revelou a gravação, dos 10 ministros presentes à reunião, oito se colocaram a favor da permanência de Toffoli no caso. Somente Edson Fachin e Cármen Lúcia se opuseram. Sem unanimidade, a discussão tomou ares de defesa do próprio STF como instituição.


Gilmar Mendes, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do próprio Toffoli, afirmaram não ter visto qualquer no relatório da PF qualquer parte que justificasse o afastamento de Toffoli.

Cármen Lúcia teria sido dura. Falou que confiava no colega, mas seria preciso “pensar na institucionalidade”. E que o caso tinha que ser resolvido antes do Carnaval para que o assunto terminasse. “Porque não é só você que sangra, é a Corte inteira”, disse a Toffoli.


No fim, segundo o relato, Fachin estava pronto para encerrar o dia e continuar nesta sexta-feira (13), mas Toffoli se adiantou e afirmou que encaminharia o processo para nova distribuição.

“Eu sei que a imprensa vai divulgar que eu fui retirado do processo. Eu preferia que fosse diferente, mas se for a decisão hoje para parar hoje, é melhor e eu aceito”, teria definido o ministro.


Tensão

A reunião dos ministros foi marcada por tensão e divergências internas antes de resultar na saída do ministro da relatoria dos processos ligados ao caso do Banco Master.

Segundo apurou o blog, o encontro começou em clima tenso. Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não queria abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que sua permanência aprofundaria o desgaste institucional da corte.

Ao longo da reunião, Toffoli “viu que ia perder” a disputa e acabou cedendo. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF.

Convocação

O encontro dos ministros foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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