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Unafisco diz que auditor acessou dados por engano e nega relação com vazamentos

Presidente de entidade de classe afirma que servidor da Receita não acessou declarações de Imposto de Renda nem viu dados fiscais

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Auditor da Receita Federal acessou dados por engano, confundindo com informações de uma ex-mulher de amigo.
  • Kléber Cabral, presidente da Unafisco, afirmou que não houve acesso a dados fiscais e que o auditor responderá na corregedoria.
  • A Polícia Federal cumpriu mandados relacionados a vazamentos de dados de autoridades, incluindo o auditor mencionado.
  • O Supremo Tribunal Federal destacou que acessos ilícitos a dados sigilosos ocorreram sem relação com funções dos servidores envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kléber Cabral, presidente da Unafisco Nacional, ressalta que auditor vai responder pela atitude Agência Senado/Reprodução - 22.03.2023

O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou ao Blog que o auditor da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes acessou por engano os dados da enteada do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O servidor teria pensado se tratar da ex-mulher de um amigo.

Cabral afirma que o auditor não chegou a acessar dados do Imposto de Renda ou fiscais dela, pois teria se restringido à parte cadastral de uma declaração de 2008 da enteada do ministro.

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“Essa é uma coisa pela qual ele vai responder na corregedoria, pois não se pode fazer esse tipo de acesso sem motivação. Mas isso tem absolutamente nada a ver com os vazamentos de dados, até porque ele [o servidor] não acessou os de ninguém”, ressaltou o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.

Operação

Nessa terça-feira (17), a PF (Polícia Federal) efetuou uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de vazarem dados de autoridades.

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A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os servidores investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

Por meio de nota, o STF comunicou que o vazamento indevido de dados sigilosos de autoridades e dos respectivos familiares delas ocorreu após diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita Federal.

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Fake news

A apuração reunida no inquérito das fake news detalha que servidores da Receita ou profissionais cedidos a ela por outros órgãos acessaram dados fiscais de autoridades que não tinham relação com as funções deles.

O inquérito, aberto em 14 de março de 2019 por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli, investiga a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações contra a honorabilidade e a segurança do Supremo, dos integrantes da Corte e dos respectivos familiares deles.

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Após as consultas, as informações teriam sido divulgadas de forma fragmentada. Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), esse uso seletivo de dados sigilosos pode ter servido para “produzir suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.

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