Logo R7.com
RecordPlus
R7 Planalto

Entidades publicam manifesto contra mudança em lei de patentes; entenda

Setores acadêmicos e industriais demonstram preocupação com medida que estende o prazo de patentes no Brasil

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Entidades publicam manifesto contra o PLP 32/2026 que propõe aumentar o prazo de patentes no Brasil.
  • A proposta pode causar insegurança jurídica e dificultar inovações e o acesso a medicamentos.
  • Mais de 25 organizações alertam que a medida pode gerar altos custos e aumentar o monopólio de grandes empresas.
  • Estudo da UFRJ estima que a extensão de patentes pode demandar até R$ 3,9 bilhões ao Ministério da Saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Projeto tramita no Congresso e prevê extensão do tempo de patentes Andressa Anholete/Agência Senado - arquivo

Organizações de diversos setores da sociedade publicaram manifestos contra o projeto de lei que quer aumentar o tempo de patentes no Brasil, previsto no PLP 32/2026. Na avaliação dos grupos, a proposta pode gerar insegurança jurídica, dificuldade de inovação e desenvolvimento cientifico, e competitividade de setores produtivos.

O impacto na população seria, por exemplo, a demora para acessar medicamentos e tecnologias essenciais a um custo mais baixo. Em um dos textos, é observado que a medida pode “fazer a população pagar pela demora do Estado com mais anos de monopólio para grandes empresas”.


“Na prática, significa atrasar genéricos e biossimilares, manter medicamentos caros por mais tempo e colocar o lucro privado acima do direito à saúde e do interesse público”, alerta.

Segundo os documentos assinados por mais de 25 entidades, a ampliação de exclusividades pode atrasar a entrada de concorrentes no mercado, elevar custos para compradores públicos e privados e pressionar o orçamento da saúde.


Um estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), estima que a extensão de patentes de apenas nove medicamentos de alto custo poderia gerar uma demanda adicional de até R$ 3,9 bilhões ao Ministério da Saúde.

O documento pede que os parlamentar rejeitem os dispositivos de extensão de patentes e afirmam que o fortalecimento da propriedade intelectual no país deve acontecer por meio de investimentos e modernização do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.


Assinam o manifesto o Grupo Farma Brasil, a Academia Brasileira de Ciências, Aprosoja Brasil, Sindifargo, Sindicis, Abipti, Abifina, PróGenéricos, entre outros.

Leia Mais

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.