Mesmo arrependidos, senadores não podem retirar assinaturas da PEC da oposição contra a 6x1
Cleitinho, Romário e Zequinha Marinho não vão conseguir manter promessa e apostam no voto favorável ao texto do governo
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Os senadores Cleitinho (Republicanos-MG), Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) anunciaram a retirada de suas assinaturas da PEC da jornada flexível, proposta pela oposição como alternativa ao fim da escala 6x1, mas eles não poderão manter a promessa.
A mudança de posição esbarrou com uma regra do Senado: pelo regimento interno, um senador só pode deixar o apoio a uma PEC antes de ela ser protocolada. A fase já passou.
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A PEC foi apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e encaminhada à CCJ há mais de dez dias, o que impede o aceno prometido pelos parlamentares. Agora, para se colocar contra o texto, será apenas pelo voto.
“Do ponto de vista regimental, não é possível a retirada de assinatura após a publicação”, diz trecho de nota encaminhada pelo Senado ao R7 Planalto. “Eventual declaração de retirada de assinatura nesse momento não tem repercussão processual direta, pois não produz efeito sobre a admissibilidade nem sobre o curso da proposição — em qualquer fase, inclusive a votação em Plenário", completa.
Os três senadores anunciaram que retirariam as assinaturas da PEC. Cleitinho foi o primeiro. E relatou à coluna que recuou da decisão pela pressão de redes sociais.
Romário e Zequinha usaram as plataformas para contar sobre a mesma mudança. Todos foram unânimes em dizer que o apoio será voltado ao texto do governo, que já foi aprovado pela Câmara, e prevê dois dias de descanso semanal sem impacto de salário.
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