Oposição usa especificidades de profissões para tentar desidratar fim da escala 6x1
Parlamentares estão agindo em diversas frentes para impedir avanço do texto atual na Casa, por receio de que a medida seja aprovada
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A oposição ao governo Lula tenta desidratar no Congresso os projetos pelo fim da escala 6x1 e impedir a votação do texto atual. Os argumentos variam desde as especificidades das profissões, o impacto ao setor produtivo e a impossibilidade de duas folgas consecutivas.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) argumenta que algumas categorias, como a de enfermeiros, não poderiam receber a regra geral do fim da escala 6x1 e precisam de um modelo pensado para os profissionais. A expectativa da parlamentar é turbinar o debate sobre as especificidades de diferentes setores da economia para a Câmara e impedir uma regra geral.
Em conversa com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta semana, Adriana pediu ainda que todas as audiências para debater o tema tivessem representantes do setor produtivo para apresentar a contrapartida do impacto da medida aos empresários e à indústria.
O caso de folgas consecutivas também é questionado pelo relator da comissão especial sobre o fim da escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). “Essa coisa dos dois dias consecutivos é uma coisa que eu ainda tenho dúvidas”, afirmou.
“Eu acho que os dois dias devem ser garantidos, mas os consecutivos, eu ainda tenho, e eu quero dizer com muita clareza, muitas dúvidas em relação ao arranjo produtivo”, acrescentou.
Diversos parlamentares do PL (Partido Liberal), por outro lado, defendem um esquema de regime por hora trabalhada, sem levar em conta a questão de folgas, por exemplo.
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Apesar do movimento contrário de parte dos congressistas, a avaliação dos parlamentares é que, se o projeto fosse hoje levado a plenário hoje, ele seria aprovado na Casa, pois ser contra uma medida “populista” como essa seria negativo em ano de eleições. Por isso, a alternativa encontrada é enfraquecer o texto antes de uma votação.
O governo teme, contudo, que, se forem levadas em conta as especificidades de algumas profissões, com margem para o tema ser negociado pelos próprios sindicatos da categoria, os mais frágeis não conseguirão bons acordos para a classe, por isso a importância de uma regra geral.
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