Exclusivo: principal candidato de direita da Bolívia diz que Arce foi 'amigável' com o PCC
Pela primeira vez em 20 anos, o partido socialista boliviano corre o risco de perder as eleições presidenciais, marcadas para 17 de agosto
Jornal da Record News|Do R7
As eleições presidenciais na Bolívia estão marcadas para 17 de agosto e, pela primeira vez em 20 anos, o partido MAS (Movimento Alternativa Socialista) corre o risco de perder. Principal candidado, Samuel Doria Medina (Aliança Unidade) critica o modelo econômico adotado pelo ex-presidente Evo Morales, que governou o país por três mandatos consecutivos.
Segundo Medina, "o problema da Bolívia é que o governo de Evo Morales assumiu um modelo econômico equivocado. Toda a grande quantidade de recursos que a Bolívia recebeu de exportar gás para o Brasil, na Argentina, foi investida em empresas públicas. Foram feitas dezenas de empresas públicas, mas sem estudos, no lugar errado e que geraram mais de dez anos perdidos".
O candidato ressalta que "criou-se uma economia controlada pelo Estado, onde o governo está inchado e os setores produtivos estão enfraquecidos. E, além disso, se gerou uma série de subsídios tão mal dirigidos que nem mesmo servem para o benefício dos bolivianos".
Além dos desafios econômicos, o país enfrenta um agravamento no combate ao narcotráfico, com a presença de organizações criminosas estrangeiras. Para Medina, "o paradoxo é que a presença das máfias brasileiras é que está gerando essa presença mais importante do narcotráfico".
"O que se comenta é que, no passado, nos governos de Evo Morales, se convivia com as máfias colombianas e mexicanas. E, quando assumiu o governo de [Luis] Arce, que estava em contradição com Morales, ele foi mais amigável com a máfia brasileira. E, por esse motivo, o PCC tem uma presença muito mais importante na Bolívia", diz.
Medina defende a abertura da Bolívia ao investimento estrangeiro, especialmente do Brasil, e a adesão a projetos de integração regional, como o corredor bioceânico, para inserir o país de forma mais ativa no comércio global e reduzir o atual isolamento econômico.
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