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Mudanças nas regras da cirurgia bariátrica valorizam mais a doença e menos o peso em si, diz médico

Apenas 1% da população elegível realiza o procedimento atualmente; novas normas devem ampliar os atendimentos

Jornal da Record News|Do R7

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“A essência da mudança é considerar mais a doença e menos o peso em si”, afirma Luiz Córdova, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, ao comentar as novas regras para o acesso à cirurgia bariátrica, divulgadas na terça-feira (20).

Entre as principais alterações, o CFM (Conselho Federal de Medicina) passou a permitir o procedimento para pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30 — antes, o mínimo exigido era 35 — e que apresentem doenças associadas. As normas também facilitaram a indicação cirúrgica para pacientes com idades entre 16 e 18 anos e autorizaram, em casos excepcionais, o tratamento em jovens de 14 e 15 anos.

“O grande entendimento é que, às vezes, pessoas que não são tão obesas, mas apresentam muita gordura e doenças associadas, como diabetes, hipertensão, hepatite gordurosa, problemas renais, respiratórios e artroses graves, têm mais prioridade quando comparadas às pessoas maiores”, explica Córdova ao Jornal da Record News.

O médico ressalta ainda que, atualmente, a operação alcança apenas 1% da população elegível, mas a expectativa é que esse cenário mude nos próximos anos.

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