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Testes com potenciais vacinas contra ebola começarão em setembro

Além da vacina, dois tipos de remédios estão sendo desenvolvidos

Saúde|Do R7

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Os testes clínicos de duas potenciais vacinas contra o ebola começarão a ser feitos no final de setembro
Os testes clínicos de duas potenciais vacinas contra o ebola começarão a ser feitos no final de setembro

Os testes clínicos de duas potenciais vacinas contra o ebola começarão a ser feitos no final de setembro, afirmou nesta terça-feira (12) a subdiretora geral da OMS (Organização Mundial da Saúde ), Marie-Paule Kieny. Ela disse que, além destas potenciais vacinas, há dois tipos de remédios que estão sendo desenvolvidos, e acrescentou que, no caso das vacinas, espera-se ter "informação preliminar, mas suficiente, sobre sua segurança em humanos no fim de ano".

O Comitê de Ética da OMS aprovou nesta terça o uso de tratamentos experimentais do ebola em vista da gravidade do surto na África ocidental ― onde a doença causou mil mortes ―, mas enfatizou que devem ser respeitados certos critérios éticos. Estes têm a ver com respeitar a vontade e dignidade do paciente, assim como o dever de compartilhar toda informação científica que se recopile.


Dois tipos de remédios contra o ebola foram desenvolvidos nos últimos anos. O mais conhecido é o Zmapp, aplicado em dois voluntários americanos infectados na Libéria, que responderam positivamente ao tratamento; assim como a um religioso espanhol que morreu nesta terça.

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Há ainda mais de três remédios adicionais averiguados e que pertencem à categoria de antivirais, mas que nunca foram testados em pessoas, apenas em primatas, sobre os quais mostraram "uma eficácia convincente", declarou Marie-Paule.

― O objetivo é levar o produto promissor a testes clínicos tão logo seja possível para avaliar cientificamente sua segurança e ver se a resposta em humanos é similar à vista em macacos.


Ela acrescentou que a OMS está ajudando especialistas a entabular contato com as companhias que trabalham em tratamentos do ebola "para ver em que condições (os remédios) poderiam ser postos à disposição".

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No entanto, a subdiretora da OMS esclareceu que continua recomendando as medidas clássicas de saúde pública para controlar este surto de ebola, e pediu para que não sejam dadas "esperanças desmedidas" nos tratamentos ou vacinas experimentais.

Segundo ela, a prioridade deve ser a identificação rápida de casos, o isolamento do doente e o rastreamento das pessoas que tiveram contato com ele, assim como as medidas tradicionais para o controle de infecções. Com a aprovação do uso de fármacos que não testado em humanos, "não pretendemos dar esperança que as pessoas podem ser tratadas agora", mas encorajar a acelerar seu desenvolvimento, esclareceu. 

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