Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

8 de Janeiro: Moraes arquiva investigações sobre André Fernandes e Sílvia Waiãpi

Decisão atende a pedido da PGR, que não encontrou elementos para denúncia sobre postagens dos parlamentares do PL

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre de Moraes, do STF, arquivou investigações contra André Fernandes e Sílvia Waiãpi.
  • A PGR concluiu que não há elementos suficientes para denúncia criminal.
  • Ambos eram investigados por suposta incitação aos atos de 8 de janeiro de 2023.
  • A decisão reforça o papel do Ministério Público como titular exclusivo da ação penal pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes acatou entendimento da PGR mesmo após a PF apontar indícios de crime de opinião e incitação Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento das investigações sobre o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e a ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP).

Ambos eram investigados por suposta incitação aos atos de 8 de janeiro de 2023 devido a publicações feitas em suas redes sociais.


A decisão do ministro atende a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que concluiu não haver elementos suficientes para a abertura de uma denúncia criminal.

O entendimento da PGR prevaleceu mesmo após a PF (Polícia Federal) apontar, em relatórios anteriores, indícios de crime de opinião e incitação nos dois casos.


Leia Mais

O cerne da investigação contra os políticos envolvia a atividade digital deles antes e durante as invasões aos prédios dos Três Poderes. No dia 6 de janeiro de 2023, o deputado publicou que ocorreria o “primeiro ato contra o governo Lula” e confirmou presença. Já no dia 8, após o início das depredações, o parlamentar compartilhou a imagem da porta vandalizada de um armário do STF que trazia o nome de Alexandre de Moraes, acompanhada da legenda “Quem rir, vai preso”.

A ex-deputada, por sua vez, compartilhou vídeos dos ataques com legendas que enalteciam as manifestações na Esplanada dos Ministérios, mencionando a insatisfação com o “governo vermelho”.


Ao analisar o caso de Waiãpi, a PGR destacou que as postagens e os compartilhamentos foram realizados somente após as invasões já terem começado, e que os vídeos não haviam sido produzidos por ela.

No caso de Fernandes, a avaliação seguiu a mesma linha: o órgão apontou que replicar conteúdos já amplamente disseminados por milhares de usuários tornava impossível mensurar o real nível de influência da postura individual do investigado sobre o grupo.


Papel do MP

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que a Constituição Federal estabelece o Ministério Público como o titular exclusivo da ação penal pública, cabendo ao órgão a palavra final sobre denunciar ou arquivar um caso.

“Tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, afirmou.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.