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Bolsonaro pede anulação de condenação no STF após lei da dosimetria entrar em vigor

Defesa do ex-presidente, contudo, não citou nova lei ao apresentar petição ao Supremo; advogados alegam ‘erros judiciários’

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jair Bolsonaro pediu ao STF a revisão da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por participar de um golpe após as eleições de 2022.
  • A petição foi protocolada no mesmo dia da promulgação da lei da dosimetria, que reduz penas para condenados dos atos de 8 de janeiro.
  • A defesa alega "erros judiciários" e solicita a anulação total da condenação e questiona a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso.
  • Os advogados sustentam que os fatos ocorreram durante o mandato presidencial e deveriam ser avaliados pelo plenário da corte.

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Brasília/ DF 06/06/2025 - ENCONTRO NACIONAL MANDATARIAS PL - O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, o Presidente de Honra do PL, Jair Bolsonaro, a Presidente Nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, e o 1º Vice-Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Altineu Cortes, durante o Encontro Nacional de Mandatárias do Partido Liberal realizado no CICB em Brasília/ DF. Foto.: Beto Barata/ PL
Advogados de Bolsonaro pedem para STF anular condenação de modo integral Beto Barata/PL - 6.6.2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de revisão criminal para tentar reverter a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pela Primeira Turma da corte por participação na trama golpista após as eleições de 2022.

A petição foi protocolada no mesmo dia da promulgação da lei da dosimetria, que reduz penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por envolvimento na tentativa de golpe. Apesar disso, os advogados do ex-presidente não mencionam a nova legislação no pedido encaminhado ao STF.


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A defesa defende a absolvição total de Bolsonaro dos crimes pelos quais foi condenado, entre eles tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Na ação, a defesa sustenta que a revisão criminal busca corrigir supostos “erros judiciários” e anular integralmente a condenação. Os advogados alegam nulidades processuais e supostas falhas na aplicação da lei penal por parte do STF.


O pedido questiona inicialmente a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. Segundo a defesa, os fatos atribuídos a Bolsonaro teriam sido praticados durante o exercício do mandato presidencial e, por isso, deveriam obrigatoriamente ter sido analisados pelo plenário da corte.

Delação de Cid e ‘data dump’

Entre os argumentos usados para pedir a revisão da pena de Bolsonaro, os advogados também afirmam que houve antecipação indevida do trânsito em julgado da condenação.


De acordo com a petição, o cumprimento da pena teria sido determinado antes do esgotamento de todos os recursos possíveis, o que teria impedido a análise adequada de embargos apresentados pela defesa.

O recurso contesta a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid. A defesa argumenta que a delação seria nula por ausência de voluntariedade, alegando que o militar teria sofrido constrangimentos e pressão psicológica.


Os advogados ainda sustentam que houve cerceamento de defesa devido ao envio tardio e desorganizado de cerca de 70 terabytes de provas digitais, episódio descrito na petição como “Data Dump”. Segundo o documento, o volume de informações foi disponibilizado poucos dias antes das audiências de instrução, inviabilizando a análise completa do material em tempo hábil.

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