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Delação de Vorcaro: Mendonça diz não ter acessado proposta, mas defende colaboração ‘séria’

Dono do Banco Master apresentou proposta de acordo à Polícia Federal e à PGR, que ainda analisam documento

Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro do STF, André Mendonça, ainda não teve acesso à proposta de acordo de delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Mendonça defende que uma delação deve ser "séria e efetiva" e é um direito do investigado.
  • A proposta de delação está sendo analisada pela PF e PGR, podendo levar a negociações sobre pena e devolução de recursos.
  • Investigações podem continuar independentemente da proposta, e existe a possibilidade de rejeição ou solicitação de complementos por parte das autoridades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro do STF André Mendonça
Mendonça vai decidir se homologa eventual delação de Vorcaro Antonio Augusto/STF - 29.4.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator de processos envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou nesta quinta-feira (7) que ainda não teve acesso à proposta de acordo de delação premiada apresentada pelos advogados de Vorcaro à PGR (Procuradoria-Geral da República) e a investigadores da Polícia Federal.

Mendonça será responsável por homologar um eventual acordo de colaboração do banqueiro para ajudar nas investigações sobre o Master. A despeito de ter dito que ainda não viu o conteúdo da proposta em análise pelos investigadores, Mendonça disse que uma delação precisa ser “séria e efetiva”.


“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada: (i) a colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado; (ii) para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva; e (iii) as investigações devem seguir seu curso regular, independentemente da existência ou não de proposta de colaboração”, disse Mendonça por meio de nota enviada à imprensa pelo gabinete dele.

Segundo o texto, o ministro, até o presente momento, “não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República”.


“Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, diz a nota.

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Proposta de delação

A entrega da proposta de um acordo de delação marca uma nova etapa no processo, mas ainda distante do desfecho.


Com esse documento em mãos, os investigadores vão analisar a consistência e o ineditismo dos relatos apresentados por Vorcaro.

Além disso, será possível começar uma negociação concreta com os advogados sobre as condições de pena e devolução de recursos.


Caso os investigadores avaliem que o conteúdo apresentado é consistente, o processo segue em frente com a tomada de depoimentos de Vorcaro e, ao final, a assinatura do acordo de colaboração premiada.

A PF e a PGR, porém, também podem rejeitar a proposta de delação ou pedir complementos sobre os relatos, caso considerem as informações insuficientes.

O conteúdo da proposta de delação de Vorcaro já tem sido compartilhado e avaliado por autoridades, segundo o blog da Natália Martins.

Para um dos investigadores da PF com quem o blog conversou sob anonimato, “está evidente que tenta proteger muita gente”. O policial afirma que, pelo que Vorcaro entregou até agora, ele “só delata terceiro escalão de comando”.

Segundo interlocutores do STF ouvidos pelo R7, o ressarcimento total de recursos provenientes de corrupção é condição inegociável para que a Justiça valide o acordo.

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