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Em tentativa de atrasar votação de PEC, líder do PL diz que partido vai apoiar escala 4x3

Com movimento semelhante ao adotado em votação sobre isenção do IR, sigla pretende endossar proposta de deputada federal do PSOL

Brasília|Bruna Pauxis e Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante, declarou apoio ao projeto de Erika Hilton para reduzir a jornada de trabalho para a escala 4x3.
  • A estratégia visa tumultuar a votação da PEC proposta pelo governo no plenário da Câmara dos Deputados.
  • O PL critica o governo, acusando-o de enganar e roubar a esperança dos brasileiros, e defende que os trabalhadores tenham mais tempo de descanso.
  • A oposição tenta atrasar a votação da PEC, mas há consenso no Congresso de que a medida será aprovada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-AL) declarou nova estratégia durante sessão plenária nessa terça-feira Lula Marques/Agência Brasil – 25.06.2025

O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-AL), afirmou nessa terça-feira (26), durante sessão plenária, que a legenda vai apoiar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 8/2025, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), pelo fim da escala 6x1.

O texto, apresentado pela parlamentar em novembro de 2024 e que não chegou a ser votado, não só propõe o fim da escala, como prevê a redução para o modelo de trabalho 4x3 — quatro dias de expediente e três de descanso —, com jornada de 36 horas semanais.


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Apesar disso, o anúncio de Sóstenes foi visto internamente como uma forma de atrasar ou tumultuar a votação da PEC apoiada pelo governo federal.

Após reunião nesta semana entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos entraram em acordo em relação ao texto da matéria.


A proposta definida por Motta e Lula — cujo relatório inicial será votado em comissão especial sobre o tema nesta quarta-feira (27) — prevê a redução da escala de trabalho para o modelo 5x2, com 42 horas semanais de jornada até o fim deste ano e diminuição dela para 40 horas, em 2027.

Em discurso no plenário da Câmara, Sóstenes afirmou que o PL defende o “liberalismo econômico”, “a relação livre” e que a população “trabalhe quantas horas e quantos dias quiser”. “Mas tomamos a decisão de, amanhã [quarta-feira], na hora da votação em Plenário, apresentarmos um destaque de preferência para votar a escala 4x3”, completou.


Nos bastidores, a movimentação do deputado foi interpretada como uma tentativa de atrasar a votação do tema e de constranger o Palácio do Planalto. Isso porque o governo federal precisaria se opor a uma proposta mais vantajosa aos trabalhadores, pelo fato de não ser o mesmo texto acordado com o presidente da Câmara.

Ainda assim, as chances de avanço da PEC 4x3 são baixas no cenário atual do Congresso. No entanto, a reportagem apurou que a intenção de Sóstenes seria de “colocar o bode na sala”, apesar das chances mínimas de aprovação da matéria, para tentar emplacar a PEC proposta pelo deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), que prevê o pagamento de funcionários pelas horas trabalhadas.


A estratégia também se assemelha à adotada pelo partido durante a votação do projeto de lei do governo federal que isentou do pagamento de IR (Imposto de Renda) a população com salário de até R$ 5.000. À época, o PL tentou expandir a faixa de isenção para até R$ 10 mil, mas a proposta não avançou.

Além disso, a iniciativa da oposição agora até pode atrapalhar a votação. Porém, há consenso no Congresso Nacional de que o relatório da PEC acordado entre Lula e Motta deve ser aprovado na Câmara dos Deputados.

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