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Estados e ministérios tentam barrar devolução de policiais determinada por Lula

Decisão prevê o retorno de servidores cedidos que não atuam diretamente em atividades de segurança pública

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governos locais e ministérios pedem ao MJSP para reconsiderar a devolução de policiais federais cedidos a outros órgãos, determinada por Lula.
  • Ministério da Educação e governos do DF e RJ argumentam que os policiais desempenham funções estratégicas e essenciais.
  • A ordem abrange servidores da Polícia Federal, PRF e Polícia Penal Federal, permitindo permanência apenas em atividades de segurança pública.
  • Órgãos alegam que a saída dos policiais comprometeria políticas públicas estratégicas, como o combate ao crime organizado e a integridade do sistema educacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PF
Órgãos querem manter servidores federais em funções estratégicas e de difícil substituição Marcelo Camargo/Agência Brasil - 31.08.2023

Governos locais e ministérios do governo federal começaram a pedir ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) para reconsiderar a determinação de devolver policiais federais cedidos a outros órgãos. A medida decorre de uma ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de reforçar o efetivo das corporações no enfrentamento ao crime organizado.

O R7 apurou que o Ministério da Educação e os governos do Distrito Federal e do Rio de Janeiro já formalizaram pedidos para manter os servidores em seus atuais postos, sob o argumento de que eles desempenham funções estratégicas e de difícil substituição.


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Neste mês, o Ministério da Justiça e Segurança Pública encaminhou avisos por meio de seu sistema interno de comunicação para ao menos 50 órgãos federais, estaduais e municipais que contam com policiais federais cedidos em seus quadros.

A ordem abrange servidores da Polícia Federal, da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Polícia Penal Federal. Pela decisão, apenas policiais cedidos que desempenham atividades diretamente relacionadas à segurança pública poderão permanecer nos órgãos de destino.


Nos pedidos encaminhados ao MJSP, os órgãos sustentam que a saída imediata dos policiais comprometeria políticas públicas consideradas estratégicas.

Distrito Federal

A Controladoria-Geral do Distrito Federal pediu a permanência de uma policial rodoviária federal que ocupa o cargo de subcontroladora de Correição Administrativa. Segundo o órgão, ela exerce papel essencial na investigação de irregularidades envolvendo servidores e fornecedores do governo distrital, além de atuar na recuperação de recursos desviados.


A pasta afirma que a experiência da servidora trouxe resultados expressivos e que sua permanência está alinhada às diretrizes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo voltada a desarticular facções criminosas e milícias.

A Secretaria de Segurança Pública do DF solicitou a manutenção de dois policiais federais. Um atua como secretário-executivo de Gestão Integrada, e outro é chefe de gabinete da pasta.


A secretaria argumenta que ambos são responsáveis pela articulação entre a União e as forças de segurança do Distrito Federal, coordenando ações do Sistema Único de Segurança Pública e fortalecendo a integração com a Polícia Federal no combate ao crime organizado.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou o retorno de 12 policiais cedidos ao governo estadual. A relação inclui dois policiais federais e dez policiais rodoviários federais que deverão voltar aos órgãos de origem, conforme a orientação do governo federal.

O R7 apurou que o governo fluminense pediu a reconsideração da medida para ao menos um deles. Em ofício encaminhado ao ministério, a Casa Civil solicitou a manutenção de um policial rodoviário federal que, segundo a pasta, presta assessoria à chefia de gabinete em atividades consideradas de “especial sensibilidade”.

A Casa Civil afirma que o policial reúne ampla experiência técnica e atua em áreas como gestão administrativa, gestão de pessoas, orçamento, licitações e contratos, corregedoria e ensino, o que tornaria sua substituição um processo difícil.

Ministério da Educação

O Ministério da Educação, por sua vez, defende a permanência de um policial rodoviário federal na Corregedoria da pasta.

O MEC afirma que o servidor possui mais de duas décadas de experiência em gestão correcional e lidera a estruturação da Rede de Correição do ministério, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento de casos de assédio moral e sexual no ambiente escolar e acadêmico.

Segundo a pasta, a saída do policial colocaria em risco uma política considerada estruturante para a integridade do sistema educacional federal.

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