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Lula assina decreto que regulamenta pagamento de dívida dos estados

Publicação será feita na terça; petista sancionou lei em janeiro com vetos, e Congresso ainda não analisou suspensões

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Pacheco é autor do projeto Ricardo Stuckert/Presidência da República - 14.4.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que revisa os termos das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. O programa também auxilia na recuperação fiscal dos governos estaduais em todo o país. A assinatura ocorreu em cerimônia fechada no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e autor do projeto, participou do ato, junto ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. O R7 apurou que o decreto será publicado no Diário Oficial da União nesta terça (15).

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“Hoje é um dia muito especial, porque estamos assinando uma coisa que parecia infundável. Eu fiz questão de convidar o senador Pacheco, para ele ver a assinatura do famoso acordo de uma dívida que os estados mais importantes do Brasil tinham com o governo federal. Nós queremos que os governos estaduais estejam bem, que os estados estejam bem financeiramente, que o governo federal esteja bem”, afirmou Lula em vídeo publicado nas redes sociais.

Pacheco chamou a dívida dos estados de “o maior problema federativo do Brasl”. “Muito obrigado, presidente. A regulamentação coloca no mundo jurídico essa possibilidade de uma negociação, que é muito aguardada pelos entes federados. O senhor teve uma sensibilidade muito importante para o maior problema federativo do Brasil”, elogiou o senador.

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Programa

Lula sancionou a lei, com vetos, em janeiro. Apesar da retirada de alguns trechos, a estrutura do texto foi mantida, incluindo a redução dos juros, a federalização de estatais e a prorrogação do prazo para o pagamento da dívida.

Ao todo, foram 11 vetos à proposta. As suspensões feitas pelo petista ainda não foram analisadas pelo Congresso Nacional, que pode derrubar as vedações.

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Em troca dos benefícios, os estados devem investir em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação às mudanças climáticas, transporte e segurança pública.

O decreto desta segunda determina que os ministérios da Fazenda e da Educação também podem definir os regramentos.

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Os vetos à lei foram baseados em orientação da Fazenda. Entre as justificativas apresentadas, estão uma possível assimetria “no que tange aos aportes e aos recebimentos do Fundo de Equalização Financeira, comprometendo sua função redistributiva”, conflitos com outras leis já publicadas e vício de inconstitucionalidade.

Renegociação

O programa surge em um momento em que os estados buscam alívio financeiro, especialmente após os desastres climáticos no Rio Grande do Sul. Quatro estados concentram 89,4% das dívidas estaduais: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntos, eles somam R$ 683,9 bilhões dos R$ 764,9 bilhões que os estados devem à União.

As unidades federativas endividadas poderão reduzir as dívidas por meio da transferência de ativos para a União, como bens, imóveis e empresas estaduais. No caso de Minas Gerais, é esperado que o estado transfira as estatais Cemig, Copasa, Codemig e Gasmig como parte desse processo.

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