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‘Minha guerra é provar que estão errados’, diz Lula ao comentar acusações dos EUA

Presidente cobra ‘respeito’ de Trump, afirma que vai apresentar aos EUA dados ambientais e propõe a comparação de leis trabalhistas

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica ações dos EUA e reforça que sua "guerra" é provar que o Brasil está certo.
  • Presidente brasileiro quer comparar dados e legislações com os EUA para refutar acusações.
  • Declarações ocorrem em meio a novas tarifas dos EUA e classificação de grupos brasileiros como terroristas.
  • Lula destaca redução do desmatamento na Amazônia e planeja enviar dados aos EUA para comprovar ações ambientais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula: Com quem 'não se comporta de forma civilizada para negociar', tem que fazer comparações Ricardo Stuckert / PR - Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar as ações dos Estados Unidos contra o Brasil e reforçou não querer conflitos com o presidente Donald Trump. Entretanto, durante a fala, o petista afirmou que sua “guerra” é provar que o Brasil está certo e os norte-americanos, errados.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (11), durante visita ao observatório de monitoramento da Amazônia, em Brasília, onde o petista disse querer comparar dados e legislações do Brasil e dos EUA para provar que as acusações dos norte-americanos são falsas.


“Já falei para o presidente Trump três vezes: ‘Eu não quero guerra com você. A minha guerra é narrativa. Minha guerra é provar que estamos certos e vocês estão errados. Minha guerra é provar que você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos, e eu respeito o voto do povo americano, mas que você não foi eleito para ser imperador do mundo quando você pode dizer tudo o que você quer e as pessoas ficarem quietas. Com o Brasil não é assim. A gente não quer briga, a gente quer respeito’”, disse.

A manifestação ocorre em um contexto de novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil, além da classificação do PCC e CV como grupos terroristas e de ameaças ao Pix.


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Durante o evento, foram apresentados dados sobre a redução do desmatamento da Amazônia. Após a apresentação, Lula citou que vai mandar as informações para o Departamento de Comércio e o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, comprovando as ações do Brasil contra o desmatamento.

Ao propor uma tarifa de 25% aos produtos brasileiros, o governo norte-americano citou o desmatamento ilegal como justificativa central. No documento divulgado, eles argumentam que, apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil falhou historicamente em fiscalizar o cumprimento dessa legislação, permitindo a persistência desse tipo de ação.


“Nós vamos pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior, e vamos comparar o que acontece no Brasil e o que acontece nos EUA, porque agora é a hora da comparação”, pontuou.

Além da questão ambiental, Lula também sugeriu comparações entre as legislações trabalhistas do Brasil e dos EUA.


“Temos que fazer uma comparação entre o mundo do trabalho nos EUA e o mundo do trabalho no Brasil. É lógico que temos defeitos, mas eu quero comparar o direito dos trabalhadores brasileiros com o direito dos trabalhadores americanos. Eu quero comparar, porque, quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, com alguém que não se comporta de forma civilizada para negociar, a gente vai ter que fazer comparação”, concluiu.

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