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PF intima Jaques Wagner a depor em agosto sobre suposto envolvimento no caso Master

Investigação afirma que senador recebeu apartamento de ex-sócio de Daniel Vorcaro, em troca de atuação política em órgãos públicos

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília e Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jaques Wagner é intimado pela Polícia Federal para depor sobre o caso Master em 7 de agosto.
  • O senador é suspeito de receber um apartamento de R$ 2,4 milhões em troca de influência política para o Banco Master.
  • Durante a operação Compliance Zero, foram apreendidos quase R$ 600 mil em espécie nos endereços de Wagner.
  • Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado para focar em sua defesa e reeleição.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jaques Wagner (PT-BA) deixou liderança do governo no Senado Federal após repercussão do caso Alessandro Dantas/PT no Senado – Arquivo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela PF (Polícia Federal) a prestar depoimento no próximo dia 7. A oitiva vai ocorrer em meio às investigações da corporação sobre o escândalo do caso Master.

O parlamentar, que foi alvo de busca e apreensão em 18 de junho, é suspeito de receber benefícios indevidos em troca de influência política para favorecer os interesses da instituição financeira que era comandada pelo empresário Daniel Vorcaro.


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A PF investiga se Jaques teria recebido do então sócio de Vorcaro e dono do extinto Banco Pleno, Augusto Lima, um apartamento de R$ 2,4 milhões, além de outros benefícios. Em troca, o senador atuaria politicamente em favor de propostas parlamentares de interesse do Banco Master.

Busca e apreensão

Durante a nona fase da Operação Compliance Zero, a PF apreendeu quase R$ 600 mil em espécie em endereços ligados ao senador. O parlamentar justificou que a quantia seria referente a diárias pagas a ele pelo Senado, bem como incluía recursos próprios.


Após essa etapa, a defesa de Jaques Wagner apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido para anulação da decisão que autorizou a busca e apreensão nos endereços dele, sob argumento de que ocorreram erros graves.

O aval para a operação, concedido pelo ministro André Mendonça, incluiu um mandado para retenção de dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil, além de celulares, computadores, documentos, joias, obras de arte e outros bens considerados relevantes para a investigação.


Liderança do governo no Senado

Com o andar das investigações, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há cerca de um mês.

“[Foi] uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal”, afirmou Jaques, após o encontro. O parlamentar acrescentou que, a partir disso, focaria a atenção na própria defesa e na reeleição à Casa legislativa.

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