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Zambelli marcou presença em sessões da Câmara dias antes de revelar que já estava no exterior

Parlamentar participou de, ao menos, duas sessões; STF manteve condenação de 10 anos no caso de invasão do sistema do CNJ

Brasília|Do R7, em Brasília

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Carla Zambelli afirmou na terça-feira (3) que estava fora do país Nino Cirenza/Ato Press/Estadão Conteúdo - 15/05/2025

Informações do painel de presença da Câmara dos Deputados indicam que Carla Zambelli (PL-SP) registrou presença em ao menos duas sessões dias antes de revelar que já estava no exterior.

Uma dessas sessões ocorreu no mesmo dia em que a parlamentar solicitou licença do cargo à Mesa Diretora da Casa. O pedido foi aceito posteriormente e passou a valer a partir de quinta-feira (5).

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Conforme os registros, Zambelli marcou presença na Sessão Deliberativa Extraordinária Semipresencial realizada no fim do mês passado.

Lista de presença na sessão mostra participação de Carla Zambelli Reprodução/Câmara dos Deputados - 7.6.2025

Além disso, ela estava presente na sessão da última segunda-feira (2), um dia antes da agora parlamentar licenciada anunciar que tinha deixado o país.

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Zambelli participou de sessão um dia antes de anunciar que estava fora do país Reprodução/Câmara dos Deputados - 7.6.2025

Prisão definitiva

Neste sábado (7), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a prisão definitiva de Zambelli pelo caso da invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em 2023, com o hacker Walter Delgatti. Ela deve cumprir dez anos de prisão em regime fechado.

Na mesma decisão, o magistrado comunicou a Câmara dos Deputados sobre a determinação da perda imediata do mandato da parlamentar.

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Deputada fora do Brasil

Na terça-feira (3), Zambelli informou que saiu do Brasil. Segundo a equipe da deputada, ela está na Itália. Zambelli alega ter viajado para fora do país por motivos de saúde e para lutar contra o “fim da liberdade de expressão” no Brasil.

Na quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva dela após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

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Moraes também mandou o nome dela ser incluído na lista vermelha da Interpol. Com isso, Zambelli pode ser presa pelas autoridades policiais de qualquer um dos 196 países-membros da entidade, entre eles a Itália.

O ministro determinou que a Câmara deixe de pagar o salário dela e verbas do gabinete. Além disso, Moraes ordenou o bloqueio das redes sociais dela, do filho, João Zambelli, e da mãe, Rita Zambelli.

Em sua decisão, Moraes sustentou a determinação da prisão preventiva, alegando que a saída da deputada do Brasil colocaria em dificuldade a aplicação da lei penal. Ele destacou que a detenção não antecipa o cumprimento da pena da condenação dela.

Além disso, Moraes abriu um novo inquérito sobre a parlamentar para apurar coação no curso do processo e obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

Na quinta-feira (5), a Câmara oficializou a licença da parlamentar por 127 dias. O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) vai substituí-la.

Nessa sexta-feira (6), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve, por unanimidade, a condenação da parlamentar no caso do CNJ.

Além disso, o STF fixou o trânsito em julgado da decisão, o que significa que Zambelli não pode mais recorrer. Todos os ministros da Primeira Turma do STF seguiram o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

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