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CATL anuncia baterias de íons de sódio com 600km de autonomia

Com produção de larga escala, nova tecnologia estará disponível em breve e custo baixo de produção

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Baterias da CATL CATL/Divulgação

A chinesa CATL voltou a chamar atenção da indústria após apresentar novos detalhes sobre sua próxima geração de baterias de íons de sódio durante o Equipment Powerhouse Forum 2026, realizado na China.


A tecnologia de sódio é considerada uma das principais candidatas para reduzir custos de produção, ampliar a segurança das células e diminuir a exposição da indústria à volatilidade do mercado de minerais estratégicos.


Autonomia pode chegar a 600 km com baixo custo de produção


Segundo Wu Kai, cientista-chefe da CATL e membro da Academia Chinesa de Engenharia, a nova geração das baterias de sódio já alcança níveis de densidade energética próximos das atuais baterias LFP (fosfato de ferro-lítio), que hoje dominam boa parte dos carros elétricos de entrada e médio porte.

Nova bateria da CATL vista de frente CATL/Divulgação

A fabricante afirma que as novas células Naxtra atingem densidade energética de até 175 Wh/kg, número considerado um avanço importante para uma química que até poucos anos atrás era vista como limitada para aplicações automotivas.


Com a evolução da cadeia produtiva, a CATL projeta que veículos equipados com baterias de sódio possam atingir autonomias entre 500 km e 600 km por carga, dependendo do tamanho do pacote e da eficiência do veículo. Hoje, os primeiros modelos em desenvolvimento trabalham com alcance superior a 400 km.

CATLbateria de íon-sódio CATL/Divulgação

Em veículos híbridos plug-in e elétricos de autonomia estendida, a fabricante estima alcance elétrico entre 300 km e 400 km utilizando a mesma tecnologia.

Sódio é barato e viável

A principal vantagem está na matéria-prima. Enquanto as baterias convencionais dependem de lítio, níquel, manganês e cobalto em diferentes proporções, o sódio é abundante e amplamente disponível em diversas regiões do mundo. Isso reduz riscos geopolíticos e pode diminuir significativamente os custos de produção em larga escala.

Relatórios publicados por veículos especializados europeus apontam que o custo futuro das células de sódio pode ficar até 60% abaixo das atuais baterias LFP quando a produção atingir escala global.

Além disso, a química apresenta vantagens importantes em segurança térmica. Segundo a CATL, as novas células eliminam parte dos fatores que favorecem combustão interna da bateria, reduzindo riscos de propagação de incêndios.

Um dos fatores que mais despertam interesse no mercado europeu é o comportamento das baterias de sódio em regiões de inverno rigoroso. As baterias de íons de lítio costumam sofrer perdas relevantes de desempenho em temperaturas negativas. Já as novas células de sódio conseguem operar com maior estabilidade em condições extremas.

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