Logo R7.com
RecordPlus
Autos Carros

Motos chinesas: segunda invasão vem com fábrica em Manaus e promessa de expansão

Chinesas ampliam presença no Brasil em mercado que deve chegar a 2 milhões de motos em 2026

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

  • Google News
Motocicletas Zontes Zontes/Divulgação

O mercado brasileiro de motocicletas vive um dos momentos mais aquecidos de sua história e começa a atrair uma nova geração de fabricantes chinesas. Além de marcas já estabelecidas como Haojue, Shineray e Zontes, o país passa a receber operações de empresas como Voge e CFMOTO, ampliando a concorrência principalmente nos segmentos de média e alta cilindrada. Se por um lado a Honda que domina 70% do mercado seguida pela Yamaha e já a Shineray chinesa na terceira posição, a presença de marcas chinesas deve “apertar” mais esses números.

Motocicletas Zontes Zontes/Divulgação

A movimentação acontece em meio ao crescimento do setor. Segundo projeções da Abraciclo, a produção nacional deve atingir 2,07 milhões de motocicletas em 2026, enquanto os licenciamentos podem alcançar 2,3 milhões de unidades. O volume reforça a importância crescente da moto como ferramenta de mobilidade e trabalho no Brasil.


Motocicletas Zontes Zontes/Divulgação

Apesar da chegada de novas concorrentes, a Honda segue líder absoluta do mercado brasileiro, com ampla vantagem sobre a Yamaha. As duas marcas continuam dominando os segmentos de baixa cilindrada, impulsionadas por modelos como CG, Biz, Pop e Factor.

Loja Shineray Shineray/Divulgação

A disputa, porém, começa a ganhar força em categorias acima de 250 cc. Marcas como Bajaj e Royal Enfield registram crescimento consistente ao oferecer motos de média cilindrada com preços competitivos, enquanto o segmento premium avança com modelos adventure, touring e crossover.


Chinesa Voge estreia no Brasil Voge/Divulgação

É justamente nesse cenário que as fabricantes chinesas enxergam oportunidades. A Voge chega ao Brasil apoiada pelo grupo Loncin, um dos maiores fabricantes de motocicletas e motores da China. A empresa produz milhões de motores por ano, possui parceria industrial com a BMW Motorrad e opera em dezenas de mercados globais. Criada como divisão premium da companhia, a Voge estreia no Brasil com produção em Manaus e foco em motos de maior valor agregado.

Chinesa Voge estreia no Brasil Voge/Divulgação

Outra gigante é a CFMOTO. Fundada em 1989, a marca está presente em mais de 100 países e se transformou em uma das maiores exportadoras chinesas de motocicletas, quadriciclos e veículos off-road. A fabricante também mantém parceria estratégica com a KTM e participa das categorias Moto2 e Moto3 do Mundial de Motovelocidade.


IBEX 450: mesma família de motores da Bobber com ajuste Trail e suspensão de longo curso com 44cv e 4,4kgfm CFMOTO/Divulgação

A Zontes, por sua vez, pertence ao grupo Guangdong Tayo Motorcycle Technology e foi uma das pioneiras na mudança de percepção sobre as motos chinesas no Brasil. A marca ganhou espaço oferecendo equipamentos pouco comuns na categoria, como chave presencial, para-brisa elétrico e ampla eletrônica embarcada.

IBEX 450: mesma família de motores da Bobber com ajuste Trail e suspensão de longo curso com 44cv e 4,4kgfm CFMOTO/Divulgação

Já a Haojue, uma das maiores fabricantes da China, consolidou sua operação nacional com motos urbanas e utilitárias, enquanto a Shineray ampliou seu portfólio e passou a investir em modelos de maior cilindrada, além dos tradicionais veículos de entrada.


O avanço dessas empresas mostra uma mudança no perfil do mercado brasileiro. Se Honda e Yamaha seguem dominando em volume, a disputa pelas categorias de média e alta cilindrada se tornou muito mais intensa. A combinação entre crescimento da demanda, expansão do segmento premium e chegada de novas fabricantes indica que os próximos anos deverão ser marcados por uma concorrência cada vez maior fora das categorias tradicionais.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.