Guerra dos compactos elétricos: o que existe de opção até R$ 150 mil?
Chegada de novos modelos e redução de preços ampliam a concorrência entre os carros elétricos de entrada no Brasil

O mercado brasileiro de carros elétricos entrou definitivamente em uma nova fase. Se há poucos anos os modelos movidos a bateria eram restritos a veículos importados de alto valor, hoje o consumidor encontra diversas opções por menos de R$ 150 mil. A disputa, liderada por fabricantes chinesas, fez os preços caírem e ampliou a oferta de equipamentos, autonomia e tecnologia em um segmento que cresce mês após mês. O R7-Autos Carros listou as opções que existem até essa faixa de preço e os destaques de cada uma.

O mais barato
A BYD foi a responsável por acelerar esse movimento ao lançar o Dolphin Mini por R$ 119.990. O hatch compacto utiliza um motor elétrico de 75 cv e 13,8 kgfm de torque alimentado por uma bateria Blade de 38,9 kWh, suficiente para uma autonomia homologada de 280 quilômetros pelo Inmetro. Apesar de ser o menor carro da lista, oferece quatro airbags, central multimídia giratória de 10,1 polegadas, painel digital, carregador por indução, câmera de ré e atualizações remotas. O Dolphin Mini se consolidou como o elétrico mais vendido do Brasil e foi um dos responsáveis por popularizar esse tipo de motorização e facilmente é encontrado por preços entre R$ 108 e R$ 112 mil em ações de desconto.
BYD Dolphin Mini 2026
Dolphin GS fica acima
Logo acima aparece o BYD Dolphin GS, tabelado em R$ 139.990. Maior e mais potente, o hatch entrega 95 cv e 18,3 kgfm de torque com bateria Blade de 44,9 kWh. A autonomia chega a 291 quilômetros pelo Inmetro e o modelo oferece espaço interno superior ao do Dolphin Mini, além de seis airbags, ar-condicionado digital, piloto automático adaptativo, central multimídia de 12,8 polegadas giratória, assistentes de condução e um porta-malas de 345 litros. O Dolphin GS continua sendo uma das principais referências do segmento por equilibrar desempenho, equipamentos e eficiência.

No entanto, sua vida não ficou fácil após a chegada de dois concorrentes de peso no mesmo segmento. Embora consolidado, o Dolphin GS já é o menos potente entre os veículos que chegaram depois. E isso pode pesar contra ele.
Aion UT é o mais forte da lista
Outra novidade que entrou diretamente nessa disputa é o GAC Aion UT. A versão de entrada custa R$ 139.990 e utiliza motor elétrico de 204cv e 210Nm de torque alimentado por uma bateria de 44 kWh. A autonomia homologada é de 345 quilômetros pelo Inmetro, uma das maiores da categoria.

O hatch também chama atenção pelo entre-eixos de 2,75 metros, maior do que muitos SUVs compactos, oferecendo excelente espaço para os ocupantes traseiros. Entre os equipamentos estão painel digital, central multimídia de 14,6 polegadas, carregador por indução, seis airbags e pacote de assistentes eletrônicos de condução.

MG4 Urban estreou com força
A MG também decidiu entrar na disputa com o novo MG4 Urban Comfort, lançado por R$ 129.990. O hatch utiliza motor dianteiro de 150 cv e 25,5 kgfm de torque combinado a uma bateria de 43 kWh. A autonomia homologada é de 299 quilômetros pelo Inmetro. Tem boa lista de equipamentos mas nessa versão adota calotas aro 16, não tem carregador sem fio, nem câmera 360 graus.
Traseira do MG4 Urban
Marcos Camargo Jr 17.07.2026
O modelo aposta em um comportamento dinâmico equilibrado, suspensão confortável e cabine espaçosa. De série oferece seis airbags, piloto adaptativo, frenagem autônoma de emergência, painel digital, multimídia de 12,8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de atualizações remotas do sistema.

Geely EX2 é o que mais cresce nas vendas
Fechando esse grupo está o Geely EX2, comercializado nas versões Pro por R$ 119.990 e Max por R$ 135.800. O compacto elétrico utiliza motor traseiro de 116 cv e 15,2 kgfm de torque alimentado por uma bateria de 39,4 kWh. A autonomia homologada pelo Inmetro chega a 289 quilômetros.
Geely EX2 Max verde estacionado em São Paulo
Marcos Camargo Jr. 16.07.2026
Mesmo sendo um dos menores modelos da categoria, o EX2 traz uma lista de equipamentos competitiva, incluindo seis airbags, câmera 360 graus nas versões mais completas, teto panorâmico, painel digital, multimídia de 14,6 polegadas equipada com o sistema Flyme Auto e assistentes de condução de nível 2.

Competição acelerada
A redução dos preços mostra que a competição entre as fabricantes chinesas deixou de acontecer apenas na tecnologia e passou a ser definida também pelo custo-benefício. Há pouco mais de um ano era difícil encontrar um carro elétrico por menos de R$ 180 mil. Hoje, praticamente todas as principais marcas possuem ao menos um modelo abaixo da barreira dos R$ 150 mil, enquanto novas reduções ainda são esperadas.
Esse cenário deverá ficar ainda mais competitivo nos próximos meses. A Omoda prepara uma versão de entrada do E5 por cerca de R$ 149.900, enquanto outras fabricantes estudam nacionalizar parte da produção para reduzir custos. Ao mesmo tempo, BYD, GAC, Geely e MG ampliam suas redes de concessionárias e investem em pós-venda para conquistar consumidores que estão migrando pela primeira vez para um veículo elétrico.
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