Teste com Jeep Renegade Willys 4x4: por que não virou híbrido?
SUV compacto é o único da categoria com tração integral e segue como mais equipado da linha

O Jeep Renegade já foi líder de vendas e logo após sua reestilização do alto dos seus 11 anos mostra que ainda tem muita trajetória pela frente. A versão topo de linha Willys combina motor T270 conhecido com tração 4x4 e seletor de terrenos mas não usa sistema híbrido leve. Por que? O R7-Autos Carros testou o novo Renegade Willys por uma semana.
Jeep Renegade Willys 4x4 estacionado de frente
Marcos Camargo Jr 03.06.2026
O tempo passou para o Renegade, outros competidores vieram e nos últimos anos o Jeep compacto até que se deu bem tanto que suas vendas cresceram 15% em 2025. Em maio ele foi bem com 4.323 unidades vendidas, sendo o sexto mais vendido da categoria. Nada mal para um carro de 11 anos de vida.

Ao todo o Jeep Renegade 2027 tem quatro versões: Altitude, Longitude, Willys e Sahara. Saem de cena a “T270” e a “Sport” é por isso o foco está em modelos bem equipados e nisso o Willys é bastante digno.

No visual, o Jeep Renegade mantém a identidade com grade de sete fendas, faróis redondos e lanternas em “X”, além de novas molduras externas em formato trapézio.

Mas o Renegade vai além na Willys pois traz pneus mistos e novas rodas, gancho de reboque, adesivos que remontam à série especial, pára-choques específicos da versão e muitos detalhes do mundo do off road.
Novo interior mais completo porém mais simples
A principal mudança está na cabine. O painel passa a ter desenho mais reto, com acabamento mais uniforme mas sem soft touch como era antes.

O console central recebe nova alavanca compacta, enquanto a central multimídia de 10,1” ganha formato flutuante e conectividade ampliada. No Renegade Willys no console central os controles de modos de condução e de tração presentes no carro. Nessa versão há teto solar panorâmico, outro luxo em modelos compactos.

O Renegade como um todo também passa a oferecer saídas de ar para o banco traseiro, aumento de 10% nos porta-objetos e índices de reciclabilidade de 82%. Versões mais completas como a Willys contam com ajuste elétrico para o banco do motorista e integração com assistente Alexa.

Motor conhecido e câmbio AT9
Na prática o motor T270 1.3 turbo de 176cv se mantém muito fiel à mesma receita e ainda é um dos mais potentes do segmento. Sem assistência híbrida, conectado ao câmbio de nove marchas, e com tração 4x4 o Renegade Willys é um coringa em situações de baixa aderência, na terra, na lama e também em estradas com efeito de aquaplanagem.

Com terra e lama além da tração o Renegade Willys 4x4 também conta com a ajuda dos pneus ATR de uso misto para melhorar o grip fora de estrada.

Por que não se tornou híbrido?
Por uma razão puramente matemática. A Jeep homologou o motor T270 com o sistema híbrido leve nas versões com câmbio automático de seis velocidades. Para homologar a versão quatro por quatro com câmbio de nove velocidades, considerando o custo de um projeto e também as vendas em um segmento de nicho, a conta foi simples: não oferecer essa solução focada em economia de combustível. Além disso, em uma versão traçada um sistema híbrido leve talvez não fizesse sentido razão pela qual a stellantis deixou o MHEV disponível em apenas dois modelos da linha 2027.
Feito para quem não liga para projetos atuais e precisa de um carro com tração integral o Willys segue sendo uma boa surpresa. Embioes custe R$ 189.490 pode ser encontrado facilmente na faixa dos R$ 170 mil o que ainda prova que os veículos mais parrudos não precisam custar tão caro.
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