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Falar sobre machismo e violência nas escolas é uma missão necessária e possível

Assim como o bullying é tratado em 82% das ações de formação, a equidade de gênero também precisa ser tratada no mesmo nível

Chá de Ideias|Do R7

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Chá de Ideias desta semana é de gengibre, que possui uma forte ação anti-inflamatória e analgésica. Busquei esse chá porque, quando as meninas ficam menstruadas, especialmente quando frequentam o ambiente escolar, ele pode ser um poderoso aliado natural no combate às cólicas.


Uma organização suprapartidária e sem fins lucrativos, chamada Serenas, fundada e gerida por mulheres e que atua para prevenir a violência baseada em gênero no Brasil, fez uma pesquisa com professores e alunos sobre as percepções da comunidade escolar sobre a violência contra as meninas.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2023, 60% das vítimas de estupro no Brasil são meninas com menos de 13 anos. Claro que essas ocorrências, aliás gravíssimas, ocorrem dentro de um ambiente que deveria ser seguro, como a casa. Mas a escola tem que ser um ambiente seguro também, até para que as meninas possam relatar essas violências.

O machismo e a violência de gênero são, sim, problemas recorrentes no cotidiano das escolas brasileiras, que afetam não só o desempenho, mas a permanência das meninas na escola. E existe uma naturalização das falas machistas nas escolas.

Assim como o bullying é tratado em 82% das ações de formação nas escolas, a equidade de gênero e a violência contra a mulher também precisam ser tratadas nesse mesmo nível.

A questão da discriminação de gênero depende da educação, especialmente dos homens e dos meninos. É uma missão necessária, possível e à qual temos que nos comprometer. 

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Ilana Trombka é diretora-geral do Senado Federal desde 2015. Mestre em Comunicação Social e graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), também tem especialização em Direito Legislativo pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda é doutora em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. Foi finalista do Prêmio Viva 2018 e vencedora de duas edições do Prêmio Opinião Pública (POP).

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