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Voto feminino nas eleições pode ampliar a participação da mulher na política

A última fronteira da misoginia é exatamente a participação da mulher na esfera pública em cargos de poder

Chá de Ideias|Do R7

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Chá de Ideias desta semana é o chá verde, muito conhecido por acelerar o metabolismo, porque possui teína e cafeína, que dão maior impulso e energia.


E é bom que a gente tenha energia, porque vamos falar de uma batalha que as mulheres têm que enfrentar e nunca desistir: a batalha pela existência no espaço público.

Desde 1932, o voto da mulher e a possibilidade de que fossem eleitas para cargos públicos passaram a ser realidade.

Apesar disso, nós ainda não temos uma paridade. Inclusive, existem câmaras de vereadores no Brasil que não têm sequer uma mulher.

Na minha opinião, a última fronteira da misoginia é exatamente a participação da mulher na esfera pública em cargos de poder, porque, a partir do momento em que tivermos muitas possibilidades de poder, poderemos intervir no Estado com a nossa visão.

E como é que essa fronteira se coloca? Certamente é por meio da violência política de gênero como um instrumento de manutenção do status quo.

A violência política de gênero é qualquer ação, conduta ou omissão que vise impedir, restringir ou dificultar o acesso e o exercício dos direitos políticos da mulher.

No Brasil, essa prática é tipificada como crime de violência política de gênero e está na Lei 14.192 de 2021. Aliás, essa lei é um exemplo de como as mulheres, quando se unem, são extremamente poderosas e conseguem mudar realidades.

Com um instrumento jurídico adequado, agora nós precisamos de duas coisas: criar um ambiente livre de violência, para não impedir que as mulheres entrem na política, e fazer um uso mais eficiente dessa lei. Caso o ambiente de disputa e o ambiente do mandato forem violentos, os agressores sejam punidos.

E, claro, na próxima eleição, nós possamos auxiliar com o nosso voto, para que entrem mais mulheres e que elas possam nos representar de uma forma mais paritária nos campos da política.

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Ilana Trombka é diretora-geral do Senado Federal desde 2015. Mestre em Comunicação Social e graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), também tem especialização em Direito Legislativo pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Ainda é doutora em Administração de Empresas pela EAESP-FGV. Foi finalista do Prêmio Viva 2018 e vencedora de duas edições do Prêmio Opinião Pública (POP).

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