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O que fazer quando o morador não tem dinheiro para pagar taxa extra de obra do condomínio

O problema é que a necessidade coletiva nem sempre espera o momento financeiro ideal de cada morador

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Obras aprovadas em assembleia são obrigatórias para todos os condôminos, mesmo para os que não concordam.
  • Condomínios podem buscar parcelamentos ou alternativas de pagamento para moradores com dificuldades financeiras.
  • Manutenções essenciais não podem ser adiadas, pois isso pode desvalorizar o patrimônio e aumentar riscos.
  • Diálogo é preferível ao conflito para resolver questões financeiras em condomínios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagine a cena: a assembleia acontece, a obra é discutida, os moradores votam e a maioria aprova. Dias depois, quando a taxa extra chega, aparece aquele proprietário dizendo: “Eu não tenho condições de pagar.”

E aí surge a dúvida: o condomínio pode cancelar a obra por causa disso?


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A resposta, na maioria das vezes, é não.

Se a obra foi regularmente aprovada em assembleia, respeitando os quóruns exigidos e as regras da convenção, a contribuição passa a ser obrigatória para todos os condôminos.


Inclusive para quem votou contra, não compareceu à reunião ou simplesmente não concorda com a decisão tomada pela coletividade.

É claro que ninguém gosta de ver um morador passando dificuldade financeira. Por isso, em muitas situações, o condomínio pode estudar parcelamentos, formas alternativas de pagamento ou medidas que reduzam o impacto da cobrança. O diálogo quase sempre é melhor do que o conflito.


Mas existe um detalhe importante: o condomínio funciona no coletivo.

Quando o prédio precisa trocar a bomba, reparar uma infiltração estrutural, reformar a fachada ou resolver um problema urgente, a obra não pode ficar parada esperando que todos estejam financeiramente preparados ao mesmo tempo.


Se fosse assim, muitos condomínios jamais conseguiriam realizar manutenções essenciais. E o resultado seria ainda pior: desvalorização do patrimônio, aumento dos riscos e problemas cada vez maiores para todos os moradores.

No fim, a pergunta é simples: quando uma obra necessária é aprovada pela maioria, o condomínio deve parar tudo porque um morador não consegue pagar ou buscar soluções sem comprometer uma decisão que beneficia toda a coletividade?

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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